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814 – 2014: 1200 anos do Imperador Carlos Magno — arquétipo de Imperador Cristão

Paulo Roberto Campos

Carlos Magno

Estátua de Carlos Magno junto à Catedral de Notre Dame de Paris, obra dos irmãos escultores Louis e Charles Rochet (1867) [Foto PRC]

 

Após receber a Sagrada Comunhão e pronunciado a recitação do salmo “Senhor, em vossas mãos entrego o meu espírito”, o Imperador Carlos Magno faleceu no dia 28 de janeiro de 814. Contava então com 72 anos aquele que foi o Rei dos Francos (de 768 a 814) e Imperador do Ocidente (de 800 a 814).

Em homenagem a esse Grande Imperador da Cristandade — coroado pelo Papa Leão III, no Natal do ano 800, como Imperador Romano do Ocidente — seguem alguns evocativos comentários (sem revisão do autor) proferidos por Plinio Corrêa de Oliveira numa conferência em 26 de outubro de 1980.

Imperador Carlos Magno

Nome que adquiriu som de prata e de bronze, que ecoa pelos séculos!

 

  • Plinio Corrêa de Oliveira

 

               Carlos Magno O que é mais admirável em Carlos Magno: o homem de piedade ou o guerreiro? O diplomata ou o organizador do Império? O restaurador da cultura ou o fundador de uma dinastia?

                Sinto mal-estar diante da pergunta. Não porque ela não tenha sentido — pode-se fazer tal pergunta, ela tem razão de ser —, mas o modo como ela é feita tende a omitir o mais importante: todo o conjunto.

                A questão está mal formulada, porque essas qualidades admiráveis não se excluem. Elas devem ser consideradas concretamente em um homem, e não abstratamente.

                Ou seja, no Imperador do Sacro Império, tais qualidades formam um todo que o representa. Uma totalidade que fez com que os dois nomes “Carlos” e “Magno” adquirissem som de prata e de bronze, que ecoa pelos séculos. Esse é o unum [a característica própria] de Carlos Magno, que é muito maior do que a soma daquelas qualidades.

                Considerando o unum de um homem, podemos melhor compreender como as várias qualidades resultam, de fato, numa beleza maior, pois o conjunto é mais belo que as partes. Mas isto, na medida em que as qualidades isoladas forem muito boas.

                Exemplo: um vitral em que cada pedacinho de vidro de má qualidade reflete mediocremente a luz, deixando-a transparecer de forma embaçada e em cores indefinidas, dá um conjunto inexpressivo num vitral ordinário. É preciso que cada vidrinho seja de muito boa qualidade para que o conjunto fique extraordinariamente lindo. A matéria-prima tem de ser excelente para que o conjunto seja ainda melhor.

                Carlos Magno é um exemplo estupendo desse princípio!

 

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