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A LÓGICA DE SÃO JOSÉ

Paulo Roberto Campos

Foto da escultura "O sono de São José", obra de Domenico Guidi (1625-1701). Encontra-se na Capela de São José, Igreja de Santa Maria da Vitória, Roma.

Foto da escultura “O sono de São José”, obra de Domenico Guidi (1625-1701). Encontra-se na Capela de São José, Igreja de Santa Maria da Vitória (Roma).

Grande devoto de São José, Plinio Corrêa de Oliveira pronunciou uma série de palestras sobre o Pai adotivo do Menino Jesus. Numa delas, em 19 de março de 1976, festa daquele grande Santo, após tecer luminosos comentários sobre suas excelsas virtudes — por exemplo, enquanto modelo de príncipe, pois era de nobre linhagem, descendente da Casa do Rei Davi —, o insigne pensador católico encerra a exposição respondendo a uma pergunta (*). Nesta resposta, ele discorre sobre um aspecto pouco tratado ao se falar do castíssimo Esposo da Santíssima Virgem.

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(*) Qual foi um lance da vida de São José em que ele levou a lógica até o heroísmo?

“Foi o episódio muito conhecido, quando ele viu que Nossa Senhora tinha concebido um filho do qual ele não era pai. O Evangelho aborda o assunto. Ele foi colocado diante de uma situação absurda, pois Nossa Senhora era evidentemente santa. Disso ele não podia duvidar,  porque a santidade d´Ela reluzia de todos os modos possíveis. Mas, de outro lado, estava criada uma situação que ele não conhecia, e com a qual ele não podia conviver. Em vez de denunciá-La como ordenava a Lei hebraica, ele pensou na única saída lógica: ‘Quem está de mais nesta casa não é essa Mãe, que aqui é a dona e rainha; nem o filho que Ela concebeu. Alguém está de mais, e esse alguém sou eu. Vou abandonar a casa e sumir. Não compreendo tal mistério, mas contra ele não me levantarei. Passarei meus dias longe, venerando o mistério que não entendi’.

“E resolveu, quando fosse meia-noite, abandonar a casa, fugir, deixando Nossa Senhora com o fruto de suas entranhas.

“Considerem a calma de São José. Essa calma, só os homens lógicos a têm. Ele tinha que abandonar o maior tesouro da Terra, que era Nossa Senhora. E isso representava um sofrimento imenso, inimaginável. O Evangelho narra que ele estava dormindo, quando apareceu o anjo em sonho e lhe deu a explicação.

“Andando ele com isto no pensamento, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber em tua casa Maria, tua esposa, porque o que nela foi concebido é (obra) do Espírito Santo. Dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1, 20-21).

“Assim, antes desse lance tremendo, São José dormia. Ele ia viajar e deveria preparar-se, repousando para tal viagem. Vergado por um enorme sofrimento, entretanto ele dormia. O anjo apareceu-lhe e explicou a situação. Ele continuou o sono. Amanheceu e a vida prosseguiu normalmente. Suma normalidade, suma coerência, suma lógica! Em louvor da lógica de São José, este rápido comentário que representa um elogio à lógica”.

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