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A visão de um eurocético sobre a “Desunião Européia”

Heitor Abdalla Buchaul (*)

No dia 31 de maio último, a sede da Federação Pro Europa Christiana recebeu em Bruxelas o deputado europeu Nigel Farage [foto abaixo]. Conhecido por seu discurso polêmico, o parlamentar britânico é líder do partido independente UKIP e presidente do Grupo “Europa pela Liberdade e Democracia”, no Parlamento Europeu.

Farage vem denunciando a verdadeira mudança nas concepções do que foi a base para a formação da União Européia: “Nossa raiva não é contra a Europa. É contra a nossa classe política. Foram eles que nos trouxeram para uma união política sem nunca terem clarificado as suas intenções. Naquilo que foi vendido à geração dos meus pais, a união era um mercado interno, era apenas comércio, e a nossa soberania não seria posta em causa. Mudou tudo rapidamente e nunca nos pronunciamos sobre isso”.

A apresentação do conferencista foi feita pelo Duque Paul von Oldenburg, que salientou o apreço de Nigel Farage pela Europa com toda a sua diversidade de tradições e a preocupação de a União Européia se transformar numa “segunda edição da União Soviética”.

O deputado ataca amiúde o falseamento da democracia na União Européia, pois na verdade uma Comissão não eleita é responsável por mais de 75% das leis: “A união esvaziou o Conselho da Europa. Mas note as diferenças do processo: de um lado, no Conselho, os governos, diretamente responsáveis perante os eleitores, podem tomar decisões de forma cooperante; do outro lado, temos governos que abdicam de determinados poderes e os delegam a terceiros, não eleitos, que produzem legislação que depois chega aos Estados. É a cooperação versus assimilação, dois conceitos absolutamente diferentes”.

Na opinião de Farage, os políticos europeus são uma classe profissional formada por pessoas “que nunca tiveram emprego: nunca foram soldados, nem homens de negócios, nem sequer jornalistas; são um grupo de universitários esquerdistas que começam a fazer investigação nas instituições europeias e acabam em carreiras políticas. Francamente, não são muito mais que parasitas”.

Por ser tão politicamente incorreto o conferencista é chamado de “populista” pelos seus detratores, ao que ele responde: “Martin Schultz, líder dos socialistas europeus, depois do ‘não’ irlandês disse que a Europa não deveria ceder ao ‘populismo’. Para Schultz, representante de um grupo tão poderoso na Europa, a palavra ‘democracia’ e a vontade natural passaram a ser sinônimo de ‘populismo’”.

O público presente à conferência ficou muito entusiasmado, prolongando-a com interessantes perguntas. Como é tradição, foi servido depois um cocktail, durante o qual os convidados conversaram longamente sobre o futuro da Europa.
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(*) Heitor Abdalla Buchaul é colaborar da ABIM

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