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Brasil 2018: petismo e tática da confusão (II)

Cruzeiro do Sul♦  Marcos Machado

Continuamos hoje os comentários sobre tática da confusão — a única via que resta ao petismo em 2018.

Os vais-e-vens da recente tentativa se soltar de qualquer jeito Lula da Silva da prisão só vêm confirmar a atualidade de nossos comentários.

Desbancado do poder pela sucessão de formidáveis e monumentais movimentos de opinião pública a partir de 2013, com muitos de seus chefes condenados em 2ª Instância, e, sobretudo, com uma rejeição maciça da população — o Brasil é antipetista e o petismo é antibrasileiro —, ao PT só resta uma via: criar a confusão, alimentar a confusão e tentar pescar na confusão.

Ao petismo não tem faltado bons aliados, colocados em altos postos, os quais parecem, entretanto, não atinar para a grande realidade: o Brasil está acordando!

Esquecem-se os petistas e seus apadrinhados de que somos um povo, e não massa.

Feira de Schanzel, Viena (Friedrich Alois Schonn, 1826-1897)

Feira de Schanzel, Viena (Friedrich Alois Schonn, 1826-1897), bem representa o povo autêntico.

O povo, segundo Pio XII

Não poderia ser mais adequada à nossa realidade brasileira — após 13 anos de (des)governo petista — as palavras de Pio XII sobre o conceito de povo. Deixo à intuição do leitor atualizar o quadro:

“O povo vive com vida própria, da plenitude da vida dos homens que o compõem, cada um dos quais — em sua própria posição, segundo seu próprio modo — é uma pessoa cônscia de sua própria responsabilidade e de suas próprias convicções. Da exuberância da vida de um verdadeiro povo, a vida se difunde abundante, rica, no Estado e em todos os seus organismos, nos quais comunica, com vigor incessantemente renovado, a consciência da sua própria responsabilidade, o verdadeiro sentido do bem comum. Em um povo digno de tal nome, o cidadão sente em si mesmo a consciência de sua personalidade, de seus deveres e de seus direitos, de sua própria liberdade conjugada com o respeito à liberdade e dignidade de outrem.”

Foi esse povo, cônscio de sua personalidade, de seus deveres, de seus direitos, que se levantou contra o petismo.

 

O que é a massa petista?

Pio XII passa a definir o que é a massa:

Feira de Schanzel, Viena (Friedrich Alois Schonn, 1826-1897), bem representa um autêntico povo.“A massa por si mesma é inerte, e não pode ser movida senão por agente extrínseco. Ela espera um impulso que lhe venha de fora, fácil joguete nas mãos de quem quer que lhe explore os instintos e impressões, pronta a seguir, com inconstância, hoje esta, amanhã aquela bandeira. Da força elementar da massa, habilmente manejada e utilizada, pode servir-se também o Estado: nas mãos ambiciosas de um só ou de poucos, que as tendências egoísticas de alguns tenham artificialmente reunido, o próprio Estado pode ser reduzido, com apoio da massa, a não ser mais do que uma simples máquina, impondo seu arbítrio à parte melhor do verdadeiro povo: o interesse comum ficará assim gravemente golpeado, e por longo tempo, e a lesão daí resultante é muitas vezes dificilmente curável.”

Os eleitores de cabresto recrutados pelo programa “Bolsa família”, os agitadores profissionais do MTST, os Black-Blocks e os invasores do MST não são senão massa a serviço de “uma simples máquina, impondo seu arbítrio à parte melhor do verdadeiro povo”.

 

O bem comum gravemente golpeado

Feira de Schanzel, Viena (Friedrich Alois Schonn, 1826-1897), bem representa um autêntico povo.A frase “o bem comum gravemente golpeado” não poderia ser mais adequada para qualificar a obra dos 13 anos de governos petistas em itens como: a) enriquecimento ilícito através de propinas e caixa 2; b) complô a favor de Cuba, de regimes bolivarianos [na foto ao lado, Lula e Maduro] e de países socialistas africanos; c) desonrar o Brasil e atentar contra os valores nacionais (certamente o maior crime do petismo).

“Devolvam o meu Brasil”, clamam as ruas contra as esquerdas. E nós acrescentamos uma nota de esperança: este ainda será um grande País.

 

Rumos futuros — fundamentos da nacionalidade

Cruzeiro do SulSomos um povo nascido sob o signo da Cruz, a única nação iberoamericana que tem como primeiro ato a celebração do Sacrifício do Calvário; temos o Cruzeiro do Sul [ilustração ao lado] a indicar a nossa profunda Fé; e uma nacionalidade à qual temos sido fiéis ao longo de tantas tentativas para no-la arrebatar juntamente com a Fé (no século XVII, os franceses no Maranhão e no Rio de Janeiro, e os holandeses na Bahia e em Pernambuco).

Somos uma nação constituída de brancos, negros e índios — que as esquerdas tentam por todas as formas envenenar insuflando a luta de raças —, do que resultou um dos povos mais inteligentes e intuitivos da Terra.

Nossa índole acolhedora, afeita à bondade e à compreensão das necessidades e misérias alheias, jamais será substituída pelas reivindicações petistas do “nós contra eles”.

Então, quais são os rumos? — Cultivar e desenvolver os fundamentos da nossa nacionalidade tão bem sintetizados na trilogia tradição, família, propriedade.

 

Não somos um deserto de homens e ideias

Anúncio da criação da Liga Eleitoral Católica no jornal “Legionário" de 15 de janeiro de 1933. (Clique aqui para ler o manifesto da LEC).

Anúncio da criação da Liga Eleitoral Católica
no jornal “Legionário” de 15 de janeiro de 1933.
(Clique aqui para ler o manifesto da LEC).

Oswaldo Aranha escreveu que o Brasil se parecia a um deserto de homens e de idéias. De fato, como observou Oliveira Viana, mesmo no Império, cada ministério que subia procurava de alguma forma realizar algo do programa da oposição.

Foi graças à Liga Eleitoral Católica (LEC), nos anos 30, que o Brasil retomou a via das ideias claras, do programa definido a indicar rumos para o futuro do País. Assim, comentou Paulo Brossard: “A LEC foi a organização extrapartidária que teve a maior influência político eleitoral.”

Com um corpo coeso de deputados e um programa definido de reconstrução do Brasil, a LEC impediu que o País rumasse para a esquerda.

O Brasil autêntico clama por homens, eclesiásticos ou civis, que diante da desonra de 13 anos petistas (e outros tantos de um socialismo mal disfarçado) nos conduzam à nossa missão providencial: não seremos um deserto de homens e de ideias.

Temos o Cristo Redentor, temos Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, a velar por nós e pelo futuro do nosso País, cuja grandeza espiritual será igual ou maior que o nosso território!

1 comentário para Brasil 2018: petismo e tática da confusão (II)

  1. Luiz Guilherme Winther de Castro Responder

    18 de julho de 2018 à 14:47

    Resumindo: o “pt” nada mais é que uma imensa organização criminosa. O que têm a dizer os “artistas, professores, doutores, intelectuais, padres e bispos” que apoiam essa máfia? Os simples, sem cultura, analfabetos funcionais, necessitados que se iludem com as tais bolsas de ajuda, nós ainda podemos entender que são massa de manipulação. Mas, os que se acham mais esclarecidos, dá para a gente entender? Francamente, eu não entendo!

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