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Catolicismo alemão à beira do abismo? — 1 —

  • Mathias von Gersdorff

Da esquerda para a direita: O Cardeal Marx, o Arcebispo Koch e o Bispo Bode
Da esquerda para a direita: O Cardeal Marx, o Arcebispo Koch e o Bispo Bode

A Conferência dos Bispos da Alemanha acaba de nomear Dom Franz-Josef Bode como responsável pelas questões de moral sexual no contexto do Caminho Sinodal, anunciado em Lingen, na reunião plenária de primavera. Sobre Caminho Sinodal pretendo tratar no próximo artigo.

Dom Bode deverá discutir o tema da sexualidade e moral sexual com o Comitê Central dos Católicos Alemães–ZdK. Cabe ressaltar que tal comitê vem há tempos atacando a moral sexual ao exigir o fim do celibato sacerdotal, a aceitação de casamentos selvagens, da homossexualidade e, sobretudo, de uma abrangente mudança na moral sexual.

Proveniente do cardeal Marx, o termo sinodalidade é tão vago como controverso. Mas representa uma afronta convocar um Caminho Sinodal para tratar de moral sexual sob a liderança de Dom Bode e do Comitê Central dos Católicos Alemães (ZdK). Parece piada de mau gosto, mas constitui verdadeira afronta a todos os católicos que ainda levam a sério a Fé e o Magistério da Igreja.

Com efeito, faz tempo que Dom Bode vem criticando a moral sexual católica. Em suas tomadas de posição sobre o assunto, ele deixou amplamente documentado que não tem o menor respeito pela moral sexual católica.

No Episcopado alemão não há um bispo que exija tanto a introdução da revolução sexual quanto o faz Dom Bode ao empenhar-se com obstinação, por exemplo, pela bênção a parceiros homossexuais, favorecendo assim a aceitação desse pecado. Para atingir o seu objetivo, ele chega a admitir um cisma, como deixou claro em 2015.

O fato de que a homossexualidade seja diametralmente oposta à moral sexual católica não lhe interessa. Dom Bode é guiado por sua concepção liberal de sexualidade. Para ele a referência não é o Magistério da Igreja, mas a revolução de 1968 da Sorbonne.

Com a nomeação do Bispo Bode para chefiar a Comissão de Moral Sexual, a Conferência Episcopal Alemã deixa claro que não deseja um saneamento da Igreja duramente golpeada, mas da formação de uma nova igreja, com uma moral alinhada às máximas da revolução de maio de 68.

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Tradução do original alemão por Renato Murta de Vasconcelos.

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