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Comunismo e esquerdismo católico

Esquerda catolica

♦  Plinio Corrêa de Oliveira

Com a “abertura política”, processo iniciado em meados dos anos 70, foram indultados todos os líderes da agitação comunista, grandes, médios e pequenos; foram abertos os cárceres aos que neles estavam detidos; estão de volta ao País os que estavam expatriados; foram acolhidas com o sorriso benévolo do Governo a velha e a nova guarda do comunismo tupiniquim; foram também recebidos com o aplauso fervoroso do macrocapitalismo publicitário, convocado em clima de inteira liberdade política. Depois de tudo isso, qual a conclusão a que chegou o público? Concluiu que é evidente a insignificância numérica e política do PCB, PC do B, MR-8 e congêneres.

A única grande força presente no panorama nacional, indisfarçavelmente pronta a impulsionar o reformismo socioeconômico global, é o esquerdismo católico. Qual a real força de impacto desse esquerdismo?

Para dar resposta a esta pergunta, é preciso notar que tal modalidade de esquerdismo não é mero fruto atual e efêmero de alguma passageira fantasia do snobismo social e cultural. Os primeiros fogachos dele foram denunciados já em 1943, no livro Em defesa da Ação Católica. Desde 1951, o mensário de cultura Catolicismo vem polemizando incessantemente com o esquerdismo católico. E o grupo de intelectuais e homens de ação que o dirige constituiu em l960 a TFP. Esta entidade lançou-se desde logo na ação pública contra a esquerda de inspiração católica, e vem desenvolvendo-a ininterruptamente. A partir da difusão do livro Reforma Agrária — Questão de Consciência, contribuiu decisivamente para impedir naquela década a implantação de uma Reforma Agrária socialista e confiscatória.

O livro Meio século de epopeia anticomunista (1980) narra com abundância de detalhes o enfrentamento contínuo da TFP com as forças de esquerda, que vêm tentando obstinadamente demolir a civilização cristã no Brasil, infelizmente vitoriosa em importantes aspectos. Com efeito, embora a TFP tenha conseguido opor consideráveis freadas ao processo de corrosão das nossas instituições, é inegável que o esquerdismo, especialmente na sua versão religiosa, acusou nos meios católicos progressos impressionantes. Nem poderia a TFP, por si só, deter essa marcha inexorável sem a participação de todas as forças vivas da Nação. Essa participação muitas vezes falhou, e a História apontará um dia os que se tornaram réus dessa gravíssima omissão.

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Plinio Corrêa de Oliveira, Guerreiros da Virgem, Editora Vera Cruz Ltda., São Paulo, 1985, pp. 10-12.

2 comentários para Comunismo e esquerdismo católico

  1. Luiz Guilherme Winther de Castro Responder

    24 de agosto de 2018 à 13:35

    A foto não necessita de comentários, realmente! O corrupto e marginal que ali aparece ao lado de outros corruptos e religiosos católicos alienados e “vermelhinhos” por dentro e por fora mostrou para a nação brasileira, menos para os seus fanáticos adoradores, o quanto ele é covarde. Sabendo da ordem de prisão refugiou-se nas dependências de um sindicato, onde foi acolhido, e para lá arrastou com ele uma turba de idólatras, inclusive os tais religiosos que mancharam a imagem da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana. O outro corrupto e marginal conhecido como Zé Dirceu, neste ponto, foi muito mais homem e corajoso, entregou-se prontamente, sem alardes, sem problemas, ao receber a última ordem de prisão. Já está solto novamente, graças às brechas da lei. Seriam brechas mesmo?
    Francamente, não dá para entender como essa gente acreditou e continua acreditando num bandido como esse atual presidiário, depois de condenado em duas instâncias, sendo a segunda por um colegiado e ainda com mais alguns processos nas costas. Pessoalmente, nunca acreditei nesse energúmeno desde que surgiu no cenário sindicalista e muito menos na política. Algo me dizia que ele não era confiável, que ele não prestava e que desgraçaria o país, caso o colocassem onde o colocaram. Deu no que deu! E olha que eu não tenho o tal do sexto sentido que dizem ser prerrogativa das mulheres.
    Quando da ordem de prisão, o poder judiciário ainda foi muito fraco com esse canalha. Deveria convocar as forças militares e policiais, expulsar aquele bando de fanáticos, grande parte sendo paga e outra constituída de “inocentes úteis” e levar o camarada algemado e aos trancos e barrancos, caso resistisse ainda. É o tipo que não merece nenhuma consideração.
    Por mais admiração que eu tenha pelo juiz Dr. Sérgio Moro, ainda não concordo com a frase em que dizia:”pela relevância do cargo que exerceu”. O cargo foi relevante sim, mas o arrogante indivíduo conspurcou tal cargo e jamais o mereceu, porque sempre foi arrogante e canalha. Enfim, desgraçou o Brasil e ainda tentou levá-lo para o comunismo.
    Vejam agora a despesa que esse maldito está dando para o país! Está certo que foi privado de sua liberdade, mas tem algumas regalias na prisão, recebe visitas, advogados (espero que o deixem bem pobre). Não deveria ele, no mínimo, estar no meio dos outros, seus amigos, disputando celas, camas e banheiros? Comendo aquela famosa “quentinha” apenas? Por que não? Qual a diferença dos seus crimes com relação aos crimes dos outros? Qual a diferença dele e seus companheiros com relação aos participantes do tal “crime organizado”? Os crimes deles também não foram de uma organização criminosa para implantar o comunismo, nivelando o povo por baixo e dominando todos e tudo e ainda pousarem de salvadores da pátria e ficarem todos ricos?
    Agora, mais uma pergunta : ” – Que país é este que permite que um canalha presidiário se apresente como candidato ao mais alto cargo do executivo brasileiro, cargo que já exerceu por duas vezes e, nem preciso dizer, mas direi, desonrou descaradamente? E ainda tem o apoio de vários padres e bispos? Para onde vai a nossa Igreja, com gente dessa estirpe?

  2. MARIO HECKSHER Responder

    24 de agosto de 2018 à 17:16

    Acompanhei essa história. No Brasil, a TFP sempre se constituiu em uma sólida barreira contra o “esquerdismo católico”.

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