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Considerações sobre as idades

Leo Daniele

Agencia Boa Imprensa

Como uma mancha de azeite, a confusão contemporânea vai invadindo todos os campos da atividade humana: a religião, a cultura, a educação, a arte, a arquitetura, a cortesia, etc. Seria ousado demais afirmar que a confusão contagiou até a visão das idades do homem? E que a infância se confunde com a adolescência? A idade madura com a juventude? Esta com a velhice? Até certo ponto nada ousado, é até de bom senso de observação.

“Era só o que faltava”, dirá alguém. Outro dirá: “Nenhuma surpresa!” Lemos isto sobretudo na vida. Outra útil leitura: “O Globo”( 6-3-12) artigo “Dos três aos trinta?”, das psicólogas Julia e Lulli Milman.

“As primeiras gerações de adolescentes, os teenagers tinham entre os 13 e os 19 anos para exercerem o que se esperava deles: serem malcriados, isolados, agrupados, fechados, fazerem besteiras, transgredirem, se aventurarem. Enfrentavam os pais, na luta para crescer e encontrar seu estilo de vida, seus valores. De repente, constatamos que o final desse período já não respeita mais o limite dos teen. Dos 19 (nineteen), a adolescência foi se estendendo para os 20 e poucos, quase 30. A liberdade e o prazer de cuidar da própria vida são trocados pelo conforto que a casa dos pais oferece.”

Em outras palavras, isto representa, em parte. a infantilização da idade madura. E se abríssemos para exemplos, veríamos cada uma!

Se esse processo se desse dentro da teoria da soma das idades, ele se faria de maneira completamente diversa. Descreve-a Plinio Corrêa de Oliveira: “cada idade tem uma característica. Quando um indivíduo se desenvolve harmonicamente a partir da inocência primeira, ele não perde as características boas inerentes à etapa anterior, mas pelo contrário as soma”.

Assim, a idade pode trazer não uma decadência, mas um desenvolvimento. Não um avanço em termos absolutos — a memória decai, a agilidade míngua, certas habilidades fenecem. Mas há um avanço real em outros âmbitos. Dr. Plinio afirma que, se respeitadas certas condições, pode haver um progresso, “de maneira que quando um homem chega ao fim de sua vida e, portanto, à ancianidade, tem somada à inocência da infância, as esperanças da adolescência, o vigor da juventude, o peso da idade madura, a experiência e a destilação intelectual da velhice, e até a sublimidade e a super destilação da ancianidade”. Esse homem soma, portanto, as idades pelas quais vai passando.

O processo inteiro, portanto até o idoso, o homem próximo da morte, é assim descrito. “À medida que vai prosseguindo seu caminho, ele vai perdendo o que é secundário”.

Desta forma, “o moço quando deixa de ser criança, perde alguma coisa da mobilidade, da vivacidade da criança; o homem maduro perde em relação ao moço algo mais ou menos na mesma linha; o velho perde em relação ao homem maduro coisas secundárias, coisas físicas, também coisas psíquicas que são um efeito do físico. Mas o mais interior, o mais extraordinário do psíquico, do mental, do moral, isto ao longo do caminho se vai somando. A menos que o indivíduo caia positivamente num estado mórbido, no fim da vida ele estará no seu apogeu”. (em 2-6.76.)

Diz a Escritura: “Os cabelos brancos são uma coroa de honra” (Prov. 16, 31).

Acontece que “fugindo da verdade total, da virtude total, queremos construir um mundo baseado em meias verdades e em meias virtudes. O resultado são esses escombros que vemos. E, nesta esfera de realidade, os escombros geram monstros”.(Entrevista para a Agência Boa Imprensa [ABIM] em Julho de 1970).

Mas não é só. Gostaria de deixar uma palavra de ânimo para a nova geração. Na mesma entrevista para a ABIM, ele assim se exprime:

ABIM — Como o Sr. definiria a nova geração?

Dr. Plinio“É algo de bem diverso da minoria de ‘hippies’ e agitadores. Um mundo novo, cheio de lacunas e extravios, bem como de surpreendentes afirmações de valor moral, do qual se pode recear muito mais e também esperar muito mais do que de minha geração”.(6)

É bom saber, não é?

 

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