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Cuba na campanha “Mais Médicos”: as segundas intenções

Leo Daniele

Dilma e Fidel Castro 

Quando a esmola é grande demais o santo desconfia. Vale a pena recordar o que diz o Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI) em documento de 1984, sobre os países comunistas, entre os quais Cuba: Não se pode desconhecer esta vergonha de nosso tempo […] Tomaram o poder por caminhos revolucionários e violentos, exatamente em nome da libertação do povo. Pretendendo proporcionar-lhes liberdade, mantêm-se nações inteiras em condições de escravidão indignas do homem”.

Pois bem. Esta vergonha de nosso tempo”, cujo processo de regeneração se desconhece, pretende dar um exemplo a nós brasileiros. O Ministro da Saúde de Cuba, Roberto Ojeda, afirma que se trata, “de colaboração, de integração”, e “que os médicos cubanos contratados pelo Programa Mais Médicos não recebem o salário integral e nem podem trazer as famílias para acompanhá-los — como ocorre com os outros profissionais estrangeiros”.

Eles vieram exatamente em condições de escravidão indignas do homem”. Sem poder nem mesmo fazer-se acompanhar pela esposa e os filhos, nem negociar seu salário.

Essa “vergonha de nosso tempo” acaba colocando nosso País em uma posição de vergonha. Confesso que sinto vergonha.

Essa vergonha aumenta ainda se lembrarmos do famoso, do jamais renegado e a todos os títulos famigerado Paredón onde eram fuzilados aqueles que faziam oposição ao regime comunista.

Como muitas vezes sucedeu, é Plinio Corrêa de Oliveira que, com grande antecedência (em artigo para “O Legionário”, em 30-5-1943), coloca o preto sobre o branco. Ele afirma: De todos os tempos, a propaganda comunista se fez de mentiras. Se os comunistas tivessem sido sempre adversários leais e corajosos, não haveria maior dificuldade em se admitir sua conversão. Mas, precisamente como os nazistas, eles foram sempre mentirosos insignes, traiçoeiros e pérfidos. Não seria o caso de se suspeitar que também ai andaram de má fé?

A má fé no caso está nas seguintes palavras do ministro cubano de hoje: “Os Médicos incorporam internacionalismo proletário”. Que quer dizer internacionalismo proletário no linguajar comunista? Imperialismo! A história do comunismo é balizada pelo surgimento de várias internacionais, a última das quais parece ter sido lançada, sem muito sucesso aparente, por Hugo Chaves. É cabível supor que internacionalismo aí signifique a conquista das mentes de populações e de países, mediante táticas apropriadas. Em última analise, a execução de um colonialismo gradual.

Poder-se-ia dizer que as táticas usadas para subjugar Tróia, na Antiguidade, eram manobras internacionalistas gregas. Eles deram um cavalo de madeira de presente aos desavisados troianos, com soldados ocultos no bojo, e esses gregos assim puderam fazer uma manobra de internacionalismo da época, e conquistar Tróia. E se os helenos dessem milhares de médicos em vez de um simples cavalo de madeira? Seria muito mais convincente.

Por isso, Virgilio faz um troiano exclamar: timeo danaos et ferentes dona (“temo os gregos, mesmo quando fazem presentes”!). Como não desconfiar dos comunistas mesmo quando colaboram? Sobretudo quando se conhece a história dos irmãos Castro? A desconfiança, no caso, é de bom senso.

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Leo Daniele é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

1 comentário para Cuba na campanha “Mais Médicos”: as segundas intenções

  1. Jose Pinto Responder

    19 de novembro de 2013 à 8:27

    Esse é trabalho escravo, ou não?

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