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Descobrimento da América

Carlos Sodré Lanna

Santa Maria Pinta e Nina

521 anos desde a chegada das caravelas de Colombo à ilha de Guanahaní, nas Bahamas — 521 anos de cristianização das Américas. Acontecimento que representa uma glória para a Santa Igreja Católica Apostólica e Romana, que, pela subsequente evangelização dos nativos, deu à luz um Novo Mundo para Nosso Senhor Jesus Cristo.

Dia de glória também para Espanha e Portugal, nações que se tornaram fundadoras e missionárias da cristandade de ultramar. Data de ação de graças, de grandeza e esperança para todo nosso Continente.

Neste Mundo Novo, encontra-se o maior conglomerado de povos católicos da Terra, dotados de uma cultura comum, vinculados por afinidades psicológicas e raciais notáveis.

Em um imenso contexto geográfico abrangendo planícies, montanhas, selvas, rios e mares, encontram-se riquezas fabulosas ainda não exploradas.

Cristovao Colombo

Cristovão Colombo

Portadores de uma missão providencial marcante, pode-se esperar que os povos da América Latina, uma vez libertos dos fatores de desagregação que hoje infestam todo o mundo, possam prontamente chegar à condição de plena maturidade, tornando-se –– em aliança com a anglo e a franco América –– protagonistas de primeira plana, no grande cenário da História no século XXI.

Mas infelizmente nem todos veem as coisas assim. Há mesmo quem, ao invés de festejar este grandioso acontecimento, se levante para vituperá-lo.

Índios vão sendo manipulados

O mundo ainda contempla estarrecido as ruínas econômicas, psicológicas e morais deixadas a nu pelo auto-desmantelamento do império soviético. No entanto, deparamo-nos aqui na América com uma surpresa que não é das menores: um comunismo tribal parece ressurgir de suas próprias cinzas e ameaçar a civilização.

Desde as neves do Canadá até o sul do Chile, surgem organizações indígenas que se agitam. O objetivo declarado de toda essa agitação é obter territórios para a instalação de governos indigenistas autônomos, em regime de propriedade coletiva.

No Brasil, a questão da “demarcação de terras indígenas”, todo mundo sabe que é artificial, mas a pressão internacional está criando um caso mundial em tomo de um problema inexistente. A batalha se trava sobretudo a propósito da Amazônia, que abrange vários países da bacia do rio Amazonas, mas tem nosso território como centro emblemático. Ninguém poderá negar que se trata de uma evidente orquestração em nível internacional, com bem organizados grupos de planificação e agitação indigenistas com metas bem definidas.

Quem está por trás?

Por detrás desse imenso movimento contestatário aparece ativa corrente de ideólogos brancos, que vem propor uma nova utopia mais radicalmente igualitária do que o capitalismo de Estado recém-desmantelado nos países comunistas.

São “teólogos da libertação”, que migraram da “ortodoxia” marxista para o ecotribalismo, com todo um cortejo de centros pastorais indigenistas, comunidades de base e publicações de vários níveis. Estimulam a rebelião entre os índios e preparam as populações brancas e mestiças para ceder ante ela. São antigas organizações comunistas que mudaram sua cor vermelha (do comunismo) para a verde (da ecologia). É um batalhão de antropólogos e pseudo-historiadores ligados a grupos de pressão e financiamento constituídos por ONGs comprometidas com a ONU.

Além do mais, tais doutrinadores e ativistas contam com uma infalível caixa de ressonância nos meios de comunicação social, nacionais e internacionais, muitas vezes colocados estranhamente à sua disposição pelo macro-capitalismo publicitário.

A “pregação” dos indigenistas

Esses novos atores religiosos e políticos continentais falam contra os descobridores do Continente americano. Em lugar da epopeia missionária e civilizadora, tão meritoriamente levada a cabo por sacerdotes e colonizadores, eles afirmam ter havido o maior genocídio físico e cultural da História. Ora baseando-se em fatos excepcionais, ora fazendo afirmações gratuitas.

Apresentando-se como ultra-avançados, na verdade recuam indefinidamente nos séculos para fazer a apologia da tribo primitiva e pagã, como modelo supremo da organização humana. Como decorrência disso, Cristo tem que ser banido de nosso Continente.

Mas isto não bastaria. Seria preciso ainda despojar-se de toda a arrogância eurocentrista, retificar o rumo histórico seguido até há pouco, abandonar um progresso “predatório” que nos teria conduzido aos bordos da catástrofe ecológica.

Apregoam dimensões da realidade desconhecidas por nós, pseudo-civilizados, que nos colocariam em condições de reconstituir a harmonia entre o homem e a natureza e ver nascer um mundo verdadeiramente novo.

Alerta e convocação

Assim, uma nova força revolucionária toma forma e se põe em movimento: é o ecotribalismo, que levanta uma imensa onda contra o progresso civilizatório e a cristianização do Continente, em nome do ambientalismo ecologista.

Muito discretamente, já na década de 70, nas selvas brasileiras, neomissionários, alguns bispos avançados e organismos eclesiásticos de vanguarda –– como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) –– davam os primeiros passos em direção ao comuno-tribalismo-ecologista.

Denunciou-os na época, com lúcida antevisão, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em sua obra

Capa do livro "Tribalismo Indígena, Ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI"

Capa do livro “Tribalismo Indígena, Ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI”

Tribalismo Indígena, Ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI. Nela o autor observa: “Segundo sempre se fez na Igreja, desde os tempos apostólicos, o missionário deve ensinar ao gentio a doutrina de Jesus Cristo: ‘Ide, pois, e ensinai todas as gentes […] ensinando-as a observar tudo que vos tenho mandado’ (Mt. 28, 18-19). O missionário zeloso deve adaptar quanto possível a forma desse ensino à psicologia do catequizando, e às múltiplas peculiaridades do ambiente em que este se move. Mas a substância do ensino é imutável. Foi dada por Jesus Cristo, e ninguém a poderá alterar até o fim do séculos.”

O célebre pensador católico vislumbrou os sintomas que padece o mundo atual. E com sua costumeira clarividência, baseada em vasta documentação, traçou a fisionomia ideológica da corrente comuno-tribalista que hoje toma atitudes de cidadania.

A ele, pois, nossa homenagem. E a todos nós, sirva este artigo de alerta e de convocação, em face dessa terrível metamorfose do comunismo clássico em comunismo tribal.

_______________ 

Carlos Sodré Lanna é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

 

1 comentário para Descobrimento da América

  1. Daniel Calegari Responder

    12 de outubro de 2015 à 15:13

    “comuno-tribalismo-ecologista”

    Como é que é isso?

    A descoberta trouxe glória para a igreja e para a coroa graças às riquezes que foram “exploradas”.

    Agora dizer que a “evangelização dos nativos” foi algo positivo e que a demarcação das terras indígenas é algo pagão e comunista, contrário ao “pacificador cristianismo”, valei-me, vocês devem estar usando alguma droga muito forte se acreditam mesmo nisso tudo!

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