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DOIS SÍMBOLOS

Plinio Corrêa de Oliveira (*)

DOIS SÍMBOLOS

Duas crianças, duas mentalidades, duas Inglaterras

Rainha ElizabethNa foto, a rainha Elizabeth, em traje da Ordem da Jarreteira, encontra-se numa carruagem aberta, acompanhada por sua guarda de honra e lacaios.

Observem o menino e a menina. Duas crianças, duas mentalidades completamente diferentes. A menina, bobinha, olhando para tudo e para nada, como uma trouxa, sentada, rindo de qualquer coisa que não é a rainha, com a atenção posta em outro ponto.

Muito diferente é a posição do menino. Notem que ele está numa atitude como se visse passar uma procissão. Altamente enlevado com o aparato que cerca a rainha, de tal maneira que suas mãos estão postas como em oração. Toda a atitude dele é de recolhimento, verdadeiramente de devoção, maravilhado, enlevado com a pompa tradicional da Inglaterra.

Poder-se-ia dizer que essas duas crianças simbolizam as duas Inglaterras.

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A menina tem a fisionomia de preservadinha, mas sem predisposição de vigilância, de luta para manter a virtude. O ambiente dela é, provavelmente, meio preservado. Uma menina direitinha, mas sem força e sem princípios. Assim, crescendo, poderia dar numa versão feminina de playboy ou de hippie; como poderia dar também numa secretária ou funcionária comum. Ela representa o tipo de uma Inglaterra materialista, terra-a-terra, do gozo da vida.

Rainha ElizabethEnquanto o menino é de outro tipo, representa a Inglaterra tradicional. Ele não está pensando em si, em seu conforto, em sua carreira; está pensando no quanto é bonito e glorioso o cortejo da rainha — o que o deixa alegre. Caso conhecesse o hino Gloria in excelsis Deo, ele diria à rainha: “Gratias agimus tibi propter magnam gloriam tuam” (Nós vos damos graças por vossa imensa glória) –– “Muito obrigado, por causa da grande glória que vos cerca”, e agradeceria pela glória dela.

Ele diria isso não por vantagem pessoal, mas pelo fato de a rainha ser como é. O que é compreensível na medida em que as coisas terrenas são imagens de Deus e em que o chefe de Estado representa Deus. Assim se pode conceber perfeitamente que o aparato que cerca a rainha seja para o menino um aparato de significação religiosa.

 

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(*) Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 4 de março de 1972. Sem revisão do autor.

Fonte: Revista Catolicismo, nº 801, Setembro/2017.

Site: http://catolicismo.com.br/acervo/

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