Widgetized Section

Go to Admin » Appearance » Widgets » and move Gabfire Widget: Social into that MastheadOverlay zone

Grandeza e bem-estar dos povos

Pe. David Francisquini

AnchietaPara os missionários “progressistas”, a catequese do grande Anchieta colaborou para a desagregação, marginalização, destruição e morte de nossos silvícolas. Nada de mais errado, pois um missionário tradicional – sobretudo santo como o foi o nosso Beato José de Anchieta – visava trazer os homens para a Igreja e abrir-lhes assim as portas da salvação.

Com efeito, missão vem do vocábulo latino “missio”, de “mitto”, isto é, “eu envio”. O missionário é um enviado da Igreja, em nome de Jesus Cristo, a Quem representa junto a povos não católicos, com o fim de trazê-los para a verdadeira Fé, pois a Lei de Deus é o fundamento da grandeza e do bem-estar dos povos.

Para Plinio Corrêa de Oliveira, cristianizar e civilizar são termos correlatos, pois é impossível cristianizar seriamente sem civilizar, como, reciprocamente, é impossível descristianizar sem desordenar, embrutecer e impelir de volta rumo à barbárie. Ser missionário aqui é, sobretudo, levar o Evangelho aos índios.

O início de nossa história foi marcado pela ação de virtuosos missionários — anelo, aliás, permanente dos reis de Portugal. A figura do grande colonizador e propagador da fé, José de Anchieta — verdadeiro jesuíta dos bons tempos de Santo Inácio – nos enche de entusiasmo. Ele não se trasvestiu de índio nem tirou a batina para percorrer as ermas vastidões do Brasil.

Aonde ia, sua personalidade sacerdotal era marcada por esse distintivo nobre e elevado que separava o sagrado do profano, o laicato do clero. Assim, o grande taumaturgo difundiu a mancheias a boa semente da verdadeira fé entre os silvícolas, que eram tanto quanto nós filhos de Deus, e também por eles Jesus Cristo padeceu e morreu.

Há poucos dias estive em Anchieta, Espírito Santo, visitando a ermida do Apóstolo do Brasil, localizada numa espécie de mirante. De lá se pode contemplar um panorama tão deslumbrante que nos remete a altas cogitações, como perscrutar os desígnios de Deus sobre o Brasil que desde o início de sua história foi galardoado com o cristianismo.

No quarto ou cela onde o Padre Anchieta entregou sua alma a Deus, encontra-se para veneração dos peregrinos e visitantes uma preciosa relíquia, um pedaço de seu fêmur. Celebrei a santa Missa diante dela, nas intenções do Brasil e de todos que seguem as trilhas sagradas do nosso apóstolo. Logo após a missa ocorreu um fato não apenas pitoresco, mas também ilustrativo.

Deparei-me de repente com um grupo de crianças acompanhado por professoras que visitavam o local, um reencontro do passado com o presente. Ao me verem de batina, alguns desses meninos correram para me perguntar se eu era o Padre Anchieta. Talvez não soubessem dissociar a minha batina da figura sacral do apóstolo do Brasil…

Oportunamente, quero voltar a tratar do Pe. Anchieta e das lições que ele deixou para a posteridade. Até breve.

_______________

*Pe. David Franciquini Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira-RJ e colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM).

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *