Kerenskismo obamista-lulista e Honduras: “eixo da moderação” a serviço do “eixo do mal”

Zelaya utiliza-se da embaixada brasileira em Tegucigalpa como palanque, fazendo comício para seus sequazes (partidários de Hugo Chávez), o que poderá levar Honduras a uma guerra civil. Se ocorrer derramamento de sangue o governo brasileiro poderá ser responsabilizado.

* Armando Valladares

O Palácio do Itamaraty, a chancelaria brasileira outrora reconhecida por sua habilidade, tato e inteligência, contribuindo para criar um inédito “governo paralelo” pró-chavista em sua embaixada em Tegucigalpa, empurrou o “moderado” presidente Lula no olho de um imprevisível furacão, o qual, diante de Deus e da História, o torna responsável direto pelo que possa acontecer em Honduras.

O Palácio do Itamarary, a chancelaria do “moderado” presidente do Brasil, Sr. Lula da Silva, ao autorizar o ingresso em sua embaixada em Tegucigalpa do deposto presidente pró-chavista Zelaya como “hóspede” e não como “exilado”, se envolveu nos assuntos internos de Honduras da maneira mais brutal e menos diplomática possível. Contribuiu dessa maneira para criar em Honduras um inédito “governo paralelo” pró-chavista, sob o amparo da extra-territorialidade.

Embaixada brasileira em Honduras transformada em “casa da sogra” por Zelaya e seus partidários

Tal como advertem analistas brasileiros, a diplomacia do Itamaraty, outrora reconhecida por sua habilidade, tato e inteligência, acaba de empurrar Lula, talvez inadvertidamente, para o olho de um imprevisível furacão que pode afetar o perfil de “moderação”, “conciliação”, “diálogo” e “espírito democrático” que esteve esgrimindo nos últimos anos. E, sobretudo, o torna responsável direto, diante de Deus e da História, pelo que possa acontecer em Honduras.

De fato, intervindo dessa maneira nos assuntos internos de Honduras, a diplomacia do Itamaraty passa a assumir a culpa direta pelas conseqüências de sua decisão de usar sua embaixada para hospedar o presidente deposto e criar um “governo paralelo”; responsável, inclusive, por atos de violência e até de sangue que possam ocorrer.

O deposto presidente Zelaya dedicou-se a usar o recinto diplomático para discursar para seus seguidores, contribuindo para criar no país uma situação explosiva. O próprio presidente brasileiro, talvez percebendo de que maneira foi colocado no olho de um furacão por sua própria chancelaria, pediu a Zelaya que moderasse sua linguagem. E também exigiu o respeito da extra-territorialidade de sua sede diplomática em Honduras, no mesmo momento em que o Itamaraty viola dessa maneira normas internacionais elementares.

Em 12-8-09, Zelaya esteve em Brasília

pedindo ajuda ao pres. Lula

Com maior ênfase ainda que a colocada para insistir sobre o levantamento do “embargo” ao regime comunista de Cuba, a chancelaria brasileira monta um historicamente inédito “embargo” contra o povo hondurenho que não deseja cair no abismo chavista. No momento em que escrevo estas linhas, o presidente Lula propôs uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, para tratar de uma delicada situação que sua própria diplomacia, tão pouco diplomaticamente, contribuiu decisivamente para criar. Falta somente que a representante do Brasil na ONU peça uma intervenção militar em Honduras.

Como advertiu desde as páginas do influente O Estado de São Paulo, o analista político brasileiro Roberto Lameirinhas, a volta de Zelaya, rodeado de um “show midiático”, na realidade vai “ampliar a fratura social hondurenha” e os que apostaram no retorno do deposto presidente “parecem apostar em uma popularidade que na realidade ele não tem”, assim como em uma suposta “disposição revolucionária” da população hondurenha que não existe.

Sem dúvida, a conta de perdas humanas, sociais e econômicas está sendo paga pelo povo hondurenho, sujeito a uma incompreensão internacional talvez inédita na História. Porém, a conta política, perante Deus e a História, no caso em que Honduras seja brutalmente arrastada ao abismo chavista, será o próprio governo brasileiro, seu atual presidente e sua diplomacia os que terão que pagá-la em boa medida.

Se hoje, na América do Norte, o kerenskismo favorecedor das esquerdas está representado pelo presidente Obama, tal como mostrei em recente artigo publicado por “El Heraldo” de Honduras, na América do Sul o kerenskismo talvez esteja encarnado prototipicamente no presidente Lula, do Brasil, a quem Obama, durante a Cúpula das Américas, qualificou como “o cara”.

Se Cuba comunista sobrevive até hoje, em boa medida isso se deve, talvez ainda mais que o apoio de Chávez, ao colossal sustento político, diplomático e econômico do kerenskismo lulista.

Se Chávez chegou até onde chegou, é porque em boa medida o kerenskismo lulista, sempre alegando moderação, espírito de diálogo e necessidade de contemporização, lhe deu sua anuência e o apoiou publicamente nos momentos de mais dificuldade interna, contribuindo para desmoralizar a oposição venezuelana.

Se os governos populistas-indigenistas da Bolívia e Equador estão efetuando os atuais atos de vandalismo, contribuindo para a auto-demolição social, política e moral de ambos os países, isso também se deve ao kerenskismo lulista que lhes proporcionou um respaldo decisivo em matéria política e econômica.
Se as pressões internacionais contra Honduras chegaram ao ponto a que chegaram, isso se deve às articulações do neo-imperialismo kerenskiano lulista que, por trás dos bastidores, e até na frente deles, sem o menor pudor, dedicou-se a pressionar o governo norte-americano para asfixiar essa pequena grande nação que os partidários da liberdade no mundo inteiro qualificam justamente como um pequeno grande Davi do século XXI.

O “moderado” presidente brasileiro integra junto com o presidente Obama um “eixo da moderação” que objetivamente, e independentemente das intenções de seus protagonistas, está a serviço do “eixo do mal” chavista e permite, com seu espírito concessivo, que o “eixo do mal” avance.

Há quase 7 anos, em 8 de outubro de 2002, no conhecido programa televisivo do jornalista Boris Casoy, o então candidato presidencial Lula da Silva me chamou de “picareta de Miami”, porque eu havia contribuído a denunciar em uma série de artigos, de uma maneira documentada e invariavelmente respeitosa, o vergonhoso apoio de Lula a Cuba comunista e sua política em favor do “eixo do mal” latino-americano. Na ocasião, na falta de argumentos, Lula respondeu com uma brusca mudança de tom.

A política externa do Itamaraty, durante os dois períodos do presidente Lula à frente do governo do Brasil, foi confirmando essas apreensões. Hoje, com a precipitação da aventura hondurenha, a diplomacia brasileira não fez senão confirmar essas apreensões.

Raul Castro, Manuel Zelaya e Hugo Chávez

É hora de proclamar as verdades que doem aos Golias contemporâneos, em voz alta, claramente, argumentando e dando provas irrefutáveis, tudo isso feito de uma maneira invariavelmente educada e respeitosa. Usei palavras sem dúvida alguma fortes, porém penso que elas são proporcionais à gravidade da situação, e foram sempre respeitosas.

Em declarações recentes ao Washington Post, o embaixador Jeffrey Davidow, alto assessor do presidente Obama, reconheceu que na América Latina de hoje um perigo maior que o militarismo é o populismo do tipo chavista. O embaixador Davidow disse uma meia-verdade. De fato, sob vários pontos de vista o maior perigo é o “kerenskismo”, que prepara o caminho para o populismo, o indigenismo e outros “ismos” pós-modernos que estão tomando o lugar do comunismo clássico.

A heróica resistência do povo hondurenho negando-se a pôr o “uniforme” zalaysta-chavista, apesar das brutais pressões de dirigentes internacionais, me lembra a epopéia de um punhado de presos-políticos cubanos que, em que pese os brutais golpes e torturas, negou-se durante anos a se vestir com o “uniforme” de presos comuns. O tirano Castro não pôde dobrá-los e passaram para a História como os “presos resistentes”.

Que a Divina Providência proteja Honduras “resistente”, que se recusa a pôr o “uniforme” chavista e continue lhe dando forças e inspiração para resistir, da mesma maneira como Davi resistiu e se defendeu contra Golias.

Tradução: Graça Salgueiro

*Armando Valladares, ex-preso-político cubano “resistente”, foi embaixador dos Estados Unidos na Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, durante as administrações Reagan e Bush. Acaba de receber em Roma um importante prêmio de jornalismo por seus artigos em favor da liberdade em Cuba e no mundo inteiro. E-mail” armandovalladares2006@yahoo.es

8 comentários para "Kerenskismo obamista-lulista e Honduras: “eixo da moderação” a serviço do “eixo do mal”"

  1. 7 Dias em Revista   25 de setembro de 2009 at 1:32

    Do Blog “7 Dias em Revista”
    http://7diasemrevista.blogspot.com/

    Honduras:
    A força moral vencerá a força bruta

    Trago ao conhecimento dos leitores uma carta publicada hoje no jornal “El Heraldo”, de Tegucipalga, na qual o leitor transmite o ânimo reinante em Honduras em face da terrível e covarde perseguição movida contra seu país pelas maiores forças internacionais – com a inglória participação em primeiro plano do Brasil –, por aquele país se recusar a renunciar ao seu passado cristão dobrando os joelhos diante de ditadores marxistas animados pela vã pretensão de que o século XXI lhes pertence.

    Que as considerações nela contidas sirvam-nos de admoestação quanto à nossa atitude tantas vezes otimista e desprevenida diante de tais ditadores, que para embair as multidões misturam com freqüência suas sinistras intenções com atitudes palhacescas e descontraídas.

    Os bárbaros do Sul e do Norte

    Como seus homólogos do Norte, os bárbaros do Sul se atreveram a usar da força diplomática contra Honduras. De nada serviu nosso pedido para que respeitassem o direito de Honduras à sua livre autodeterminação.

    O Brasil é hoje o mais vil exemplo de lacaio submetido à ditadura mais torpe de todos os tempos: o chavismo.

    Conluiados com os que foram nossos principais aliados (os gringos), o Brasil acreditou que trazendo-nos o mais corrupto dos Presidentes que tivemos nos colocariam de joelhos e simultaneamente passaríamos a formar parte dessa abominável montagem de semi-estrutura ditatorial chavista.

    Mas se equivocaram. Aqui estamos de frente, maltratados pelos bárbaros do Sul e do Norte, mas com dignidade e honra.

    Não é difícil predizer que o governo lacaio de Ignacio Lula Da Silva, ao final desta história, terminará devorado por Hugo Chávez na sua incontrolável gula expansionista, pois são precisamente esses governos covardes e servis suas presas preferidas.

    De nosso lado, nós hondurenhos, continuamos entregues por completo à nossa fé cristã. Hoje mais do que nunca cremos no Cristianismo, esta doutrina sagrada que no seu início foi brutalmente perseguida e condenada, como nos perseguem e maltratam.

    O cristianismo finalmente triunfou diante das ditaduras imperiais de seu tempo e hoje é a mais poderosa comunidade religiosa do mundo, porque baseou sua grandeza na verdade. Os hondurenhos somos confiantes de que esta mesma verdade nos está tornando livres.

    Arturo Aguilera, 24/09/2009

  2. Anonymous   25 de setembro de 2009 at 2:36

    Os maus se unem, mas os bons mais ainda como diz São Tomás de Aquino: entre malfeitores não existe verdadeira amizade. Maravilhoso que um herói vivo como Armando Valladares dê todo apoio à Honduras MOSTRANDO muito claramente os meandros dessa trama maligna contra o Nação Davi. Pomos nossa Esperança em Deus, mas Deus trabalha pelos seus servos. Quero manifestar total apoio à Honduras, nos termos do presente Artigo, que, aliás, DEVERIA abrir os olhos de muito brasileiro tranquilo…

  3. Anonymous   25 de setembro de 2009 at 4:24

    Publicada no Estadão do dia 22 uma carta que manifesta bem o que penso no caso da inaceitável intervenção do Brasil em HOnduras. A carta é assinada por Maria Cristina Rocha Azevedo. Aqui seu texto:

    “A Carta da OEA, assinada pelo Brasil, proíbe claramente a interferência de um país na política interna de outro. “Nenhum Estado ou grupo de Estados tem o direito de intervir, direta ou indiretamente, seja qual for o motivo, nos assuntos internos ou externos de qualquer outro. Este princípio exclui não somente a força armada, mas também qualquer outra forma de interferência ou de tendência atentatória à personalidade do Estado e dos elementos políticos, econômicos e culturais que o constituem.” O Brasil acaba de rasgar a Carta, ao receber Zelaya em sua embaixada em Honduras, em uma manobra para lá de suspeita, que recebeu até os parabéns de Hugo Chávez. Desta vez, os esbirros de Chávez foram longe demais. Certamente os próximos dias serão de muita turbulência, em Honduras. O Brasil promove, assim, uma guerra civil em outro país, coisa que até o momento, a ONU conseguiu evitar. Os bolivarianos não conhecem limites!”

  4. Anonymous   25 de setembro de 2009 at 18:45

    DE JULIO FERREIRA:
    A Justiça hondurenha determina o afastamento do presidente Manuel Zelaya, por flagrar o aprendiz de caudilho fazendo maquinações para alterar uma cláusula pétrea da Constituição de Honduras, e imediatamente seu patrono, o caudilho venezuelano Hugo Chávez, fez com que seus demais “comandados” na América Latina, formassem uma claque para defender a volta de Zelaya ao poder. O interessante que na década passada, aqui no Brasil os petistas maquinaram uma estratégia para tirar o mandato de Collor, e ninguém falou em golpe, apesar de a Justiça brasileira, nos anos posteriores ao afastamento presidente, não haver provado nenhuma das acusações então assacadas contra ele, tanto que Collor acabou sendo absolvido em todos os processos que respondeu. A diferença é que naquela ocasião a comunidade internacional, entendendo que era uma questão interna do Brasil, deixou os desdobramentos à mercê dos brasileiros, enquanto no caso de Honduras, alguns presidentes latino-americanos, entre os quais o “nosso” Lulla, em obediência ao venezuelano Hugo Chávez, formaram o bloco das “viúvas de Zelaya”, através do qual estão interferindo descaradamente em assuntos internos hondurenhos. Infelizmente, como “em terra de cego, quem tem um olho é rei”, nessa América Latina do século XXI, a coisa funciona assim: DOM CHÁVEZ MANDA! EVINHO, CORREINHA E LULLINHA OBEDECEM…
    Júlio Ferreira / Recife – PE

  5. Anonymous   25 de setembro de 2009 at 19:27

    DEU NO ZERO HORA DE HOJE DIA 25

    Por que estão fazendo isso? – Vocês estão contando a verdade? – Por que querem se aliar a Chávez? Aos poucos, surgem cartazes criticando o governo brasileiro. Não estão escritos em espanhol nem em português, como se poderia esperar. Em grandes letras, dizem, em inglês: “Brasil, nós, o povo, não respeitaremos vocês se vocês não nos respeitarem”. Em outros cartazes, Lula aparece em desenhos ao lado do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

  6. Anonymous   26 de setembro de 2009 at 19:39

    A respeito do caso hondurenho, a VEJA, que chegou neste sábado (26-09-09), publica uma reportagbem especial que ilustra bem a péssima situação do Brasil no caso. Vale a pena ser lida acessando o link abaixo. A seguir o título da reportagem e depois transcrevo a Carta aos Leitores da VEJA.

    Especial
    O pesadelo é nosso
    Na contramão da tradição diplomática nacional, o Brasil se
    intromete na política interna de outro país e o faz da pior
    maneira possível: como coadjuvante de Hugo Chávez

    http://veja.abril.com.br/300909/pesadelo-nosso-p-116.shtml

    Carta ao Leitor
    Quem manda agora
    é o “Tio Chávez”

    Pior do que o imperialismo só mesmo o subimperialismo, papel exercido pelo governo militar brasileiro em defesa dos interesses dos Estados Unidos na República Dominicana nos primeiros momentos do regime – e que a diplomacia de Lula desempenha agora em Honduras, sob a orientação e no interesse direto do venezuelano Hugo Chávez. Em 1965, os generais brasileiros mandaram cerca de 1 000 infantes e fuzileiros navais juntar-se às Forças Armadas dos Estados Unidos e de outros países da América Central. Marchando sob a bandeira da Organização dos Estados Americanos (OEA), a tropa invasora, oficialmente em uma missão de paz, tinha como objetivo destituir um governo militar golpista hostil aos Estados Unidos e criar condições para a convocação de novas eleições. Elas foram feitas e levaram ao poder Joaquín Balaguer, amigo de Washington, que pelas duas décadas seguintes dominaria a política do país. Os interesses americanos foram servidos. Ao Brasil sobrou o duradouro deslustre de ser um mero lacaio dos EUA.

    Agora, ao transformar a casa que abriga a missão brasileira em Tegucigalpa em quartel-general do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, um caso clínico clássico do maluco que ouve vozes, o Brasil serve à cobiça de Chávez na região. Por razões que precisam ser ainda reveladas, o presidente venezuelano foi o primeiro a anunciar, exaltado, que Zelaya estava de volta a seu país, refugiado na missão brasileira. Chávez organizou e pagou a logística para reconduzir
    Zelaya. Latifundiário, direitista, convertido ao bolivarianismo pelo ouro de Caracas,
    Zelaya se preparava para dar um golpe ao estilo do patrono quando foi deposto e exilado por oponentes, que, logo, marcaram para 29 de novembro próximo a realização de novas eleições presidenciais.

    Entende-se o empenho de Chávez. Está no papel dele. Seu objetivo é recuperar o milionário investimento feito em Zelaya. Mas o que levou o governo brasileiro a agir como coadjuvante do expansionismo chavista na América Latina? Em que o interesse nacional brasileiro foi servido ao se abrirem as portas da missão ao fantoche de Chávez na América Central? Em nada. Apoiar Zelaya não significa defender a democracia. Significa apoiar a ditadura de Chávez. Concertar com Chávez a encenação da semana passada em Tegucigalpa serviu apenas aos interesses eleitoreiros do partido de Lula. Como ocorreu com o regime militar, o lulismo também passará. Ao Brasil, porém, sobrará, como em 1965, a duradoura e melancólica imagem de lacaio – desta vez não do Tio Sam, mas do Tio Chávez.

  7. Anonymous   28 de setembro de 2009 at 2:33

    Folha de Londrina, 27 de setembro de 2009

    CARTAS

    Lula e Zelaya

    O presidente Lula interferiu na crise hondurenha dizendo que
    a comunidade internacional não pode aceitar situações que
    conspirem contra a democracia. Falando em democracia,
    pergunto ao presidente Lula: quantos votos teve seu amigo
    Raúl Castro para a presidência de Cuba? Quando terminará
    o mandato de dom Raúl? Quantos votos
    teve o concorrente?
    ÊNIO JOSÉ TONIOLO (professor) – Londrina

    Aproveito para repassar:

    Querem saber por que Lula comprometeu o Brasil na crise de Honduras?

    Então, leiam o parágrafo décimo quinto, item 2, do documento disponível aqui:

    http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=81039&Itemid=195

  8. Anonymous   28 de setembro de 2009 at 21:24

    Juventude Hondurenha “São Miguel Arcanjo”

    São Miguel Arcanjo, Patrono de Tegucigalpa, capital de Honduras, esmagai a cabeça de Satanás, que atormenta nossa querida Pátria!
    SOS urgente e dramático a nossos irmãos hondurenhos e a todos os homes de boa vontade do mundo inteiro.

    1)
    Pedimos desculpas pela brevidade quase telegráfica, e pelo portunhol desta mensagem, mas estamos correndo o risco de cair no pior dos abismos em qualquer momento, e imploramos a ajuda de vocês.

    2)
    O comunismo satánico e intrínsecamente perverso quer a todo custo escravizar nossa querida Pátria. As expressões “comunismo satánico e comunismo intrínsecamente perverso não são nossas, mas do importal Pio XI, por ele escritas na Encíclica “Divini Redemptoris”.

    3)
    Se o comunismo é satánico, então, isso quer dizer que é o próprio Satanás que o promove e incentiva.

    4)
    Se é o próprio Satanás que promove o comunismo, nada mais oportuno do que pedir a São Miguel Arcanjo que esmague sua cabeça, e o expulse de Honduras, com todas as hostes de demónios que o ajudam neste momento e que atormentam os hondurenhos.

    5)
    No próximo dia 29 de setembro é a Festa de São Miguel Arcanjo, Padroeiro de Tegucigalpa, a capital de Honduras. Imploramos a todos os homens e mulheres de boa vontade do mundo inteiro, que façam una súplica a São Miguel Aracanjo para que empunhe sua celestial espada e corte e esmague, o quanto antes, a cabeça da Serpente infernal que atormenta Honduras.

    6)
    Somos jovens hondurenhos que queremos estudar, mas hordas revolucionárias não nos deixam fazé-lo. Somos jovens profissionais e comerciantes que queremos trabalhar, mas hords revolucionárias queimam nossos negócios e saqueiam nossos bens. Somos jovens hondurenhos que queremos votar nas próximas eleições nacionais, mas hordas revoluciónarias fazem todo o possível para que não haja eleições. Somos jovens hondurenhos amantes da paz, mas hordas revolucionárias estão destruindo nossa Pátria.

    7)
    Por favor, responda a esta mensagem, acrescentando uma das seguintes opções no Assunto: Contem com minha súplica a São Miguel / Contem com minha súplica e as da minha família / Ou qualquer outro texto que deseje acrescentar.
    No corpo da mensagem, pode escrever aquilo que desejar. Leremos sua mensagem com toda atenção e carinho, e responderemos logo que pudermos.

    8)
    Os católicos podem fazer suas súplicas a São Miguel Arcanjo pela intercessão de Nossa Senhora da Conceição de Suyapa, cuja pequena e miraculosa imagem foi achada em 1747. Foi proclamada Padroeira de Honduras por Pio XI em 1925, o mesmo Pontífice que proclamou o comunismo como “satánico” e “intrínsecamente perverso”. Hoje, após mais de 100 anos, quando nossa Pátria corre o risco de cair num abismo satánico e intrínsecamente perverso, essas palavras de Pio XI adquirem um caráter profético. Que os católicos não se esqueçam, então, de suplicar a São Miguel pela intercessão de Nossa Senhora de Suyapa, Padroeira de Honduras.

    9)
    Pela Juventude Hondurenha “São Miguel Arcanjo”,
    Roberto Pineda Rosales, jovem estudante, Tegucigalpa
    Vilma Acosta, jovem comerciante, San Pedro Sula