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Morreu o comunismo?

Plinio Corrêa de Oliveira

Tanques russos circulando livremente na Crimeia (Foto Reuters)

Tanques russos circulando livremente na Crimeia (Foto Reuters)

Em vista dos atuais conflitos entre a Rússia e a Ucrânia, pareceu-nos relevante transcrever excertos de um artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, publicado em “A Cidade”, Campos (RJ), em 29-8-1992

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“A frouxa federação soviética, que agonizava quando o malogrado Mikhail Gorbachev foi precipitado do poder, acabou por se transformar em uma “Comunidade de Estados Independentes”, entre cujos componentes se vêm acendendo sérias fricções, as quais causam preocupação a homens públicos e a analistas políticos em geral. Tanto mais quanto várias dessas repúblicas possuem armamentos atômicos ou outros de considerável poder destrutivo, que podem disparar, seja umas contra as outras, seja contra os adversários do Islã, cuja influência no mundo ex-soviético cresce dia a dia, com vivas apreensões para os que se preocupam com o equilíbrio planetário. […]

E o comunismo? O que é feito dele? A forte impressão de que ele morrerá apoderou-se da maior parte da opinião pública do Ocidente, deslumbrada ante a perspectiva de uma paz universal de duração indeterminada. Ou quiçá de uma duração perene, com o consequente desaparecimento do terrível fantasma da hecatombe nuclear mundial.

Esta “lua de mel” do Ocidente com seu suposto paraíso de desanuviamento e de paz vem refulgindo gradualmente menos.

Referi-me, com efeito, às agressões que relampagueiam nos territórios da finada URSS. Cabe-nos, pois, perguntar se o comunismo morreu. De início, as vozes que punham em dúvida a autenticidade da morte do comunismo foram raras, isoladas e escassas em fundamentação.

Aos poucos, de cá e de lá, sombras foram aparecendo no horizonte. Em nações da Europa Central, dos Balcãs, como do próprio território da ex-URSS foi-se notando que os novos detentores do Poder, em alguns casos, eram figuras de destaque do próprio Partido Comunista local. […]

Ou seja, pode-se dizer que nesses países o comunismo morreu? Ou que ele entrou simplesmente num complicado processo de metamorfose? Dúvidas a este respeito se vêm avolumando, enquanto os últimos ecos da alegria universal pela suposta queda do comunismo se vêm apagando discretamente.

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