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Natal sem hipocrisia

Marcos Luiz Garcia

 Agência Boa Imprensa

         Aproxima-se o Natal. Outrora se dizia Santo Natal, mas hoje, para muita gente, chamar o Natal de santo é propriamente um disparate, pois se tornou sinônimo de boas vendas, luzes frias e sem sentido que enchem as ruas e os shoppings. Balconistas esboçam sorrisos interesseiros para conquistar clientes. O grande astro é Papai Noel, o marqueteiro ateu.

Os brinquedos já não são inocentes nem maravilhosos, mas reproduzem amiúde seres horríveis da TV ou do cinema. As pessoas viajam, se largam e desabotoam-se nos ambientes que costumam frequentar. Come-se demais, bebe-se demais, veste-se de menos, relaxam-se os costumes e as maneiras.

Nada de sobrenatural, nada de elevado, nada de piedade autêntica. Excessos se sucedem nos dias de comemoração antecedendo a frustração da volta para casa. Busca-se em tudo o maior prazer, mas não se encontra. Uma sensação de frustração invade o espírito. Logo depois de regressar ao lar vêm as consultas para sair da depressão. Por quê?

Agência Boa Imprensa Sobretudo porque Aquele que é a razão mesma do Natal ficou esquecido. Para essas pessoas, a presença de Deus em nada lhes é sensível, pois se encontra completamente ausente dos festejos. Aliás, são os mal educados, para não dizer hipócritas, que comemoram o aniversário sem dar a menor importância ao aniversariante.

Há os que sabem comemorar com a conveniência devida a grande festa natalina. Recolhidos e cheios de gratidão pela vinda do Messias, contemplam o Menino Jesus, Verbo de Deus encarnado, que dorme numa manjedoura sob os olhares vigilantes de Nossa Senhora e São José. E se lembram de agradecer o bem infinito da Redenção.

Recordam-se eles que a redenção do homem do pecado original representa a maior prova de misericórdia que Deus pôde demonstrar por suas criaturas, e, por isso sentem-se felizes por pertencer a esse Deus infinitamente bom, a Quem eles procuram expressar a sua profunda união. Rezam e meditam.

Sim. Mas também comem e bebem com equilíbrio, comportam-se como pessoas nas quais a alma predomina e rege todos os seus atos, pois a virtude da temperança as mantém nos devidos limites de tudo quanto fazem. No fim dos festejos elas não se sentem frustradas, mas felizes; não se sentem desarranjadas, mas ordenadas; não se sentem tristes, mas alegres.

Celebram o Santo Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, e, pelo favor de sua santa Mãe e de São José, recebem graças que as aproximam ainda mais do seu Criador que veio ao mundo para redimi-las. Esse é um Natal sem hipocrisia, cheio de autêntico amor, de união e de verdadeira paz.

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(*) Marcos Luiz Garcia é escritor e colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM).         

1 comentário para Natal sem hipocrisia

  1. Marcos Costa Responder

    16 de dezembro de 2013 à 12:45

    Muito oportuno os comentarios de Marcos Garcia sobre o Natal. Nós vemos por toda parte a comercializaçao do Natal. Nos ultimos anos o Natal decaiu mais ainda no ambito das familias. As ruas e casas cada vez com menos ornamentos natalinos. Há algum tempo li um comentario do Prof Plinio Correa de Oliveira que se aplica de cheio ao Natal. Dizia ele que todo conjunto tende para um ponto superior, para um ponto de sublimaçao. Assim quem vê um lago pode imaginar um lago mais bonito e que seria o lago-ideal. Na familia, catolicamente constituida de pai, mãe e filhos — comemorando o Santo Natal — e contemplando o Presepio, tem ali o exemplo da Familia-Ideal. E uma sociedade só tem verdadeiro progresso quando ela caminha para os Modelos-Ideais. Estará aqui uma das razões da deformação do Natal na sociedade moderna? Substituir o modelo-ideal pelo grotesco, horrendo ou comercial. Parabens. Marcos Costa

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