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O Brasil esquecido

Brasil real  Marcos Machado

Imagino que os leitores sentir-se-iam muito aliviados se, ao abrirem as páginas reais ou virtuais de nossa mídia, sobretudo dos grandes jornais, encontrassem o patriótico, oportuno e salutar título O Brasil esquecido. Afinal, alguém teria vislumbrado a chave definitiva para dissipar a confusão do momento. Será que nos esquecemos de que somos brasileiros?

Qual seria a razão para a maior parte da mídia se ocupar sistematicamente de assuntos de tão pouca monta, como desentendimentos reais ou imaginários entre componentes de um governo, e fazer deles verdadeiros estardalhaços? Assim agindo, ela não está sendo amiga do Brasil, mas da onça. Um exemplo entre muitos.

Com o fim do programa “Mais Médicos”, cerca de 2.500 profissionais cubanos decidiram permanecer aqui, para recomeçarem suas vidas com toda a liberdade, longe da tirania comunista. Não lhes faltaram ameaças do braço cubano OPAS de que seus familiares correriam risco em Cuba, além de terem sido proibidos de regressar à infeliz Ilha antes de oito anos.

A libertação desses médicos de uma situação análoga à escravidão a que os submetia Cuba em conluio com o governo do PT deveria ser motivo de regozijo para essa mídia, como também para a Comissão de Direitos Humanos, tão sôfregos em encontrar e denunciar no Brasil aquilo que superabunda em Cuba e nos países comunistas.

O Ministério da Saúde acaba de anunciar que todas as vagas deixadas pelos profissionais cubanos no programa “Mais Médicos” foram preenchidas. Mas onde está mídia sensacionalista para comemorar? Será que ela não se interessa por isso, mas só pela exoneração de um ministro? É o Brasil sendo novamente o grande esquecido por aqueles que estão pagando caro o preço desse esquecimento, pois a maioria silenciosa se vinga.

A reconstrução do País — depois de 13 anos de uma velada ditadura petista precedida por oitos anos de uma “revolução silenciosa” de FHC — requer reformas que vão até os alicerces. Alicerces morais, estruturais, administrativos, realinhamento com as nações livres, enfim tudo para dar ao Brasil o destaque que lhe cabe no concerto das Nações.

Ademais da pauta de costumes, homeschooling, despetização das escolas públicas, fortalecimento da propriedade privada e da livre iniciativa, supressão das cartilhas de esquerda sempre foram o leitmotiv dos manifestantes que lotaram as ruas de nossas cidades num passado recente para que o Estado cuidasse daquilo que lhe é próprio.

Um pouco de história ajudará a elucidar o presente.

Corria o ano de 1935, meses antes da Intentona Comunista, quando Plinio Corrêa de Oliveira registrou nas páginas do “Legionário” o lançamento do manifesto “O Brasil é esquecido”, no qual o então Ministro da Guerra, Góes Monteiro, recordava a necessidade de todos colocarem o Brasil acima de seus interesses pessoais, por mais legítimos que fossem.

Observava o eminente líder católico e clarividente jornalista: “Elementos estranhos à Pátria, exteriores ao seu querer, ao seu pensar, aos seus ideais, como parasitas, ainda estão presos ao seu dorso, prejudicando-a em sua lenta convalescença, no renascer de seu espírito, no fortalecimento de sua vontade.”

E concluía: “Mas o tradicional cristianismo, que é a força do Brasil, alijará um dia com um sacudir de ombros, esses elementos, perversos alguns, inconscientes muitos, que só souberam ver-se a si mesmo e se esqueceram da terra onde nasceram.”1

Certa mídia de vistas curtas e sedenta de sensacionalismo põe em risco a ingente tarefa de reconstrução do País ao desviar a atenção dos brasileiros dessa grande missão de reerguimento para concentrar seus holofotes em desavenças pessoais ou secundárias.

Nas manifestações de rua, há pouco citadas, apareceu um slogan que dizia: “PT e mídia de esquerda são como o urubu, quanto mais carniça melhor”. Coloco uma ressalva, pois os urubus desempenham uma função para lá de benemérita, ou seja, despoluem a terra da carniça, enquanto o PT e outros urubus…

Este ainda será um grande País, dessa ideia eu não abdico.

____________

1https://www.pliniocorreadeoliveira.info/LEG350331_OBrasil%C3%A9esquecido.htm

2 comentários para O Brasil esquecido

  1. Paulo Barreto Responder

    25 de fevereiro de 2019 à 19:48

    Parabéns! Excelente artigo.
    Concordo com ele em tudo, mas, mesmo assim, gostaria de dizer que no ambiente sócio-cultural que virá após o restauro do juízo da Nação poderemos debater mais lucidamente sobre a necessidade de resgatarmos o regime original de nosso país _ a monarquia parlamentar. Queira Deus _ e os anjos digam amém _ isso ocorra e não demore mais.

  2. Luiz Guilherme Winther de Castro Responder

    28 de fevereiro de 2019 à 18:43

    Bem, depois de apresentarem o atual presidente perdendo para todos os candidatos no segundo turno da eleição, menos para Marina Silva, confirmou-se que grande parte da mídia é de esquerda e gosta de mamar no governo. Após o primeiro turno, não querendo ficar mais desmoralizados do que já eram, as empresas de pesquisa e a mídia televisiva resolveram apresentar dados mais sérios. Bolsonaro só não teve mais votos porque exploraram de tudo durante a campanha. Mas, mesmo assim,conseguimos escorraçar os esquerdistas dessa desastrosa organização política chamada “pt”, para não a qualificar como ela realmente merece.
    A mídia, aquela parte amiga do regime de Cuba e outros mais, não tem interesse de mostrar que 2.500 médicos cubanos ficaram por aqui. Espero que eles se sintam felizes no Brasil, prosperem e gozem da liberdade que desfrutamos.
    É salutar sabermos também que as vagas do programa “Mais Médicos” estão todas preenchidas.
    É importante também que os críticos do presidente conheçam o manifesto do Ministro da Guerra, em 1935, que dizia da necessidade de todos os brasileiros colocarem os interesses do Brasil acima de seus interesses pessoais. O presidente Bolsonaro foi inspirado no brado da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército Brasileiro nos fins do ano de 1960, pois foi paraquedista também. Assim, ele confirma o que o Ministro da Guerra citado acima fez em 1935.
    “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.”
    Pessoalmente eu preferiria: “Brasil acima de todos. Deus acima de tudo.”
    Mas, que sou eu para mudar o que já está consagrado!

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