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O declínio do espírito católico em um povo é o declínio de seu ardor na defesa da pureza da doutrina

Plinio Corrêa de Oliveira (*)

O zelo pelos direitos de Seu Pai, levou Nosso Senhor Jesus Cristo a expulsar os vendilhões do Templo

O zelo pelos direitos de Seu Pai, levou Nosso Senhor Jesus Cristo a expulsar os vendilhões do Templo [Foto Frederico Viotti]

Como a doutrina católica é a própria Verdade e o próprio Bem, quem a ama sem reservas deve amá-la como ela quer ser amada, isto é, com aquela ordenação sábia de caridade, que fazendo dela o centro de toda a vida e reconhecendo nela a fonte de todo o Bem, nem por isto, ou antes, exatamente por isto, dá a cada qual o que é seu.

De sorte que, quanto mais radicalmente católico se é, tanto mais se respeita, depois dos direitos de Deus, os direitos de todos os homens. Assim, não é possível que o amor entusiástico e sem limites à Igreja venha redundar em qualquer desordem. Este amor se confunde com a própria ordem.

Tal preliminar estabelecida, pode-se verificar que o sintoma mais característico do declínio do espírito católico em um povo é o declínio de seu ardor na defesa da pureza da doutrina.

Quando, em um movimento católico, qualquer que ele seja, a preocupação dominante é de ceder, de transigir, de calar, de acomodar a todo o preço acomodações que entretanto não têm preço, a situação é clara: há um processo espiritual análogo à tuberculose que mina a fundo o espírito religioso. Pelo contrário, quando o movimento se destaca por seu radicalismo, isto é, por sua sede de ortodoxia completa e minuciosa, de perfeição autêntica e sem “maquillage”, de senso profundo do sobrenatural que há na Igreja, não há esperanças que não se possam nutrir a respeito de tal movimento.

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(*) Trecho extraído do periódico “O Legionário”, nº 429, 1º de dezembro de 1940.

2 comentários para O declínio do espírito católico em um povo é o declínio de seu ardor na defesa da pureza da doutrina

  1. Nuno Soares Responder

    10 de dezembro de 2016 à 8:55

    Uma verdade incontornável.Infelizmente este divórcio entre a Sã Doutrina e o povo começou com os maus exemplos do povo eclesiástico.A preocupação de “mundanizar” a Igreja Católica em muitos aspectos dessacralizando-a, foi um péssimo serviço que se prestou a Jesus Cristo.Hoje há um claro divórcio entre a Igreja e o mundo, elogiando este a Igreja quando dela houve o que faz parte do mundo e não de Deus.

  2. MARIO HECKSHER Responder

    10 de dezembro de 2016 à 17:52

    Muitos cardeais, bispos e até o próprio papa, ao que tudo indica, precisam ser lembrados dessas verdades! Que a Virgem santa nos proteja.

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