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O facão e o pequi

  • Helio Viana (*)

Foi manchete nacional o acontecido em Altamira (PA) com o engenheiro Paulo Fernando Rezende, da Eletrobrás, quando por pouco não morreu, vitimado por um golpe de facão brandido por um índio, pelo simples fato de expor, durante uma conferência, seu ponto de vista favorável à construção de uma hidrelétrica.
Contra esse clamoroso atentado, praticado contra um brasileiro no exercício de suas atividades profissionais, não se levantaram os defensores dos direitos humanos. Os mesmos que se indignam quando a Justiça profere uma sentença inocentando o pretenso mandante do assassinato de uma freira norte-americana de esquerda, ou quando algum sem-terra invasor é ferido ao entrar criminosamente em propriedade alheia.
Isto revela o grau de “conscientização” e manipulação a que as populações indígenas estão sendo levadas por obra principalmente de elementos do clero esquerdista partidário da Teologia da Libertação e de ONGs nacionais e estrangeiras obedientes à mesma orientação.
Para tais setores, pouco importa se uma enorme parcela da população brasileira fique privada de energia elétrica. O que não se pode é “profanar” os “santuários” da biodiversidade e os “nichos” de seus “santos”, os índios.
Esses infelizes não passam de meros instrumentos nas mãos de teólogos e antropólogos ateus e de ativistas do mesmo naipe, que desejam mantê-los para fins escusos no estado de barbárie e de superstição em que vivem, ao invés de atuar em benefício deles, o que fez o Apóstolo do Brasil, o Bem-aventurado Pe. José de Anchieta: catequizá-los e civilizá-los.
O mesmo estado de espírito visando impedir a construção da hidrelétrica no Norte inspirou também a decisão do Ibama em Sete Lagoas (MG), no sentido de impedir a construção de uma indústria de bebidas pela Ambev, a qual daria emprego direto para 800 pessoas numa cidade onde é alta a taxa de desemprego.
A alegação do Ibama é de que no terreno existem 400 pés de pequis, que não podem ser cortados. Ora, além de essa árvore ser muito comum na região, a Ambev se propôs a plantar uma quantidade muitíssimo maior em outro lugar a ser indicado. Mas o Ibama mantém a interdição.
Como fica, em pleno século XXI, no Brasil, a propalada liberdade para a atividade econômica? Será que para as pessoas e entidades adeptas da ecologia radical, o bem-estar e a sadia liberdade das coletividades devem ser sacrificados em aras de uma natureza “deificada”, que não sirva ao homem, mas o subjugue?
(*) Hélio Viana é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

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