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“Ó Pátria amada, que de tua glória resta?”

Paulo Roberto Campos

 Patria

            A propósito do “Dia da Pátria” que celebramos neste 7 de setembro — há 194 anos da memorável proclamação da independência do Brasil pelo Príncipe Regente Dom Pedro I —, transcrevemos abaixo uma redação de um menino.

PatriaO professor de português de Plinio Corrêa de Oliveira — quando este contava apenas 11 anos e estudava no Colégio São Luiz, que ainda hoje funciona no mesmo local na Av. Paulista — determinou, como exercício escolar, que os alunos escrevessem uma redação com o tema “PÁTRIA”.

O primoroso texto (fac-símile abaixo) é datado de 20 de abril de 1920 e foi por décadas guardado, entre diversos outros, com todo carinho pela senhora mãe do Prof. Plinio, Dona Lucília Ribeiro dos Santos Corrêa de Oliveira (1876 – 1968).

 

 

 

A Pátria

Ó Pátria amada, que de tua glória resta? As ondas do mar contam-me, quantas vezes teus navios sulcaram sua tona carregados de louros. Choraram teu manto de rainha o Ganges, o Tigre. Tão temida outrora, e hoje ninguém te receia! Adormecida sobre as tuas passadas glórias, só um monumento resta que as atesta: Os Lusíadas! Dizem em vão os lisboetas que, quem não viu Lisboa não viu cousa boa. Em 1500 estendeu os seus braços imensos a uma vastíssima região que denominou: Vera Cruz (mais tarde Brasil). Ó Pátria amada onde está essa glória?

20-IV-1920

Plinio Corrêa de Oliveira 

Patria amada

3 comentários para “Ó Pátria amada, que de tua glória resta?”

  1. NEREU AUGUSTO TADEU DE GANTER PEPLOW Responder

    7 de setembro de 2016 à 16:56

    Fascinante… impressionante! Os japoneses costumam comparar a vida de homens assim usando a figura do bambu: uma planta que só e sempre cresce reta e para cima…. é como o homem Dr. Plínio viveu….

  2. Ely Responder

    8 de setembro de 2016 à 4:15

    O respeito era tudo.Infelizmente hoje vemos Colégios prestando homenagem à Pátria tocando enredo de samba. Não há respeito algum, infelizmente e a culpa é do Poder Público que tirou todo o entusiasmo das crianças, jovens e adultos de forma ingênua sentiam-se elevados por elevarem a sua cidade, o País.

  3. Vander Roccha Responder

    5 de abril de 2017 à 22:04

    A Pátria

    Olavo Bilac

    Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!

    Criança! não verás nenhum país como este!

    Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!

    A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,

    É um seio de mãe a transbordar carinhos.

    Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,

    Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!

    Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!

    Vê que grande extensão de matas, onde impera

    Fecunda e luminosa, a eterna primavera!

    Boa terra! jamais negou a quem trabalha

    O pão que mata a fome, o teto que agasalha…

    Quem com o seu suor a fecunda e umedece,

    Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!

    Criança! não verás país nenhum como este:

    Imita na grandeza a terra em que nasceste!

    DEIXO UM TEXTO DE RUI BARBOSA
    A pátria não é um sistema, nem é uma seita, nem um monopólio, nenhuma forma de governo: é o céu, o solo, o povo, tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. Os que a servem são os que não invejam, os que não inflamam, os que não conspiram, os que não sublevam, os que não desalentam, os que não emudecem, os que não se acobardam, mas resistem, mas ensinam, mas esforçam, mas pacificam, mas discutem, mas praticam a justiça, a admiração, o entusiasmo. Porque todos os sentimentos grandes são benignos e residem originariamente no amor. No próprio patriotismo armado o mais difícil da vocação, e a sua dignidade não está no matar, mas morrer. A guerra, legitimamente, não pode ser o extermínio, nem a ambição: é, simplesmente, a defesa. Além desses limites, seria um flagelo bárbaro, que o patriotismo repudia…

    Texto: Rui Barbosa, 1903

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