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PALÁCIO DE SÃO CRISTÓVÃO — Declaração do Chefe da Casa Imperial do Brasil

Museu NacionalO Domingo, dia 2 de setembro, ia declinando, quando o País foi surpreendido por um incêndio catastrófico que não colheu vidas, mas que incinerou, em suas chamas inclementes, memórias e documentos históricos, muitos deles preciosos e únicos.

As imagens do Paço de São Cristóvão, na beleza de seus traços arquitetônicos, envolvido pela luz avermelhada das chamas e da fumaça resultante dos preciosos objetos consumidos pelo fogo, era uma imagem simbólica. Um símbolo acabado dessa imensa destruição que políticos, homens públicos, intelectuais e outros vêm empreendendo, há décadas, contra o edifício da brasilidade.

Naquele Palácio, há precisamente 196 anos, no dia 2 de setembro de 1822, a Imperatriz D. Leopoldina, reunido o Conselho de Estado, assinava como Regente o decreto de Independência do Brasil.

Aquele edifício, além de ter albergado os monarcas, desde que aqui aportou a corte portuguesa e para cá transferiu a capital do Império luso, era um testemunho de inúmeros momentos decisivos de nossa História.

Eu, enquanto Chefe da Casa Imperial do Brasil, meus irmãos e sobrinhos, temos recebido inúmeras manifestações de dôr e de pesar, de consternação e de inconformidade, de brasileiros estupefatos com os rumos dramáticos para os quais está sendo dirigido o País, rumos em meio aos quais o incêndio do Museu é um evento doloroso.

Tenho profunda convicção de que Deus rege os destinos da História dos povos. Muitas vezes permite Ele infortúnios que nos servem de alerta, nos despertam do letargo, nos chamam à emenda de nossos passos e nos convocam à ação.

A Terra de Santa Cruz foi atingida no seu coração. As cinzas desse desastre não são um acontecimento isolado, mas um dos ápices de uma obra demolidora, empreendida por ideologias funestas e alienígenas, de vozes enganadoras que disseminam sentimentos de discórdia e de convulsão. Vozes e ideologias que malsinam a hora em que as naus com a Cruz de Cristo abordaram nosso litoral, trazendo com os missionários as bênçãos, as promessas e as riquezas espirituais e culturais da Civilização Cristã.

Estou persuadido de que nosso povo, altaneiro, religioso e bom, nada tem de comum com estes enganos que de todas as partes se levantam.

Como legítimo descendente dos monarcas, que regeram nossos destinos enquanto povo, apelo aqui a todos os brasileiros de boa vontade, monarquistas ou não, que vencida a inércia, cortem o passo ao perigo que nos ronda, de modo que o Brasil possa continuar sua trajetória histórica, com energias vivificadas, sem conhecer as discórdias, as agitações e os morticínios em que foram submergidas tantas nações, e das quais o macabro incêndio do Palácio de São Cristóvão parecia ser uma imagem.

Dom Luiz

Rogo a Nossa Senhora Aparecida que abençoe e proteja sempre nosso povo e nossa Nação.

São Paulo, 3 de setembro de 2018

Dom Luiz de Orleans e Bragança

Chefe da Casa Imperial do Brasil

3 comentários para PALÁCIO DE SÃO CRISTÓVÃO — Declaração do Chefe da Casa Imperial do Brasil

  1. Aparecida Maria Cardoso Leite Responder

    4 de setembro de 2018 à 15:44

    Muito triste,muita indignação.

  2. A República é morta, Viva o Império! Responder

    5 de setembro de 2018 à 3:31

    Deus há de ressuscitar nosso IMPÉRIO!
    Das profundezas clamo a ti, Senhor!
    “E entre visões de paz, de luz, de glória,
    Sereno aguardarei no meu jazigo
    A justiça de Deus na voz da história!”
    Dom Pedro ll, Defensor Perpétuo do Brasil, Ora Pro Nobis!

  3. Luiz Guilherme Winther de Castro Responder

    6 de setembro de 2018 à 13:09

    Relembrando uma velha piada que diz que o computador de um determinado lugar não tem memória, mas, apenas uma vaga lembrança, é triste, mas realidade, pensar agora que nós, brasileiros e mesmo o mundo, perdemos boa e importante parte da memória, da história do Brasil e do nosso planeta.
    Infelizmente, quando há muitos anos o embaixador francês disse ao presidente da França que o Brasil não era um país sério, tal frase não serviu como exemplo e conselho para que nós nos emendássemos.
    Se houve negligência dos responsáveis, o que é mais que provável, haverá punição para eles? Abrirão processos, eu credito, que levarão anos para serem julgados e cairão no esquecimento, como sempre. Aliás, neste caso, farão questão para que fujam da memória!

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