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Política externa, outra grande esquecida

Adolpho Lindenberg

Em Cuba, na inauguração do Porto de Mariel, Dilma Rousseff, Raul Castro e Nicolás Maruro

Em Cuba, na inauguração do Porto de Mariel, Dilma Rousseff, Raul Castro e Nicolás Maduro

Nossa presidente afirma que já cortou todas as despesas possíveis, a oposição, após reclamar uma diminuição significativa no número de ministérios, agora pede a dispensa de parte dos milhares de “assessores”. Mas poucos falam de reavaliar e reformular o financiamento de mega-projetos no exterior.

É um silêncio,  pelo menos curioso.

Em Cuba, na inauguração do Porto de Mariel, Dilma Rousseff, Raul Castro e Nicolás MaruroNa realidade, Marco Aurélio Garcia (foto ao lado, com Dilma Rousseff), marxista convicto, assessor direto da presidente, uma espécie de chanceler ad hoc, contribuiu decisivamente para transformar nossa política externa num instrumento para difundir programas socialistas por toda a América Latina:

1) Financiamentos do BNDS para construir o Porto de Mariel em Cuba, obras em Moçambique, financiamentos a projetos na Venezuela bolivariana, são alguns exemplos mais recentes de público conhecimento.

2) Lamentáveis exemplos anteriores são o episódio farsesco do apoio ao derrocado presidente Zelaya em Honduras, a exclusão do Paraguai do  Mercosul como represália pela deposição  do presidente Lugo, conhecido adepto dos ideais bolivarianos, apoio às políticas bolivarianas de Morales na Bolívia e de Correa no Equador.

3) Animosidade contra os Estados Unidos. Dilma explorou o incidente da escuta de seus telefones pelos americanos, para justificar o cancelamento de sua viagem do ano passado aos Estados Unidos, nosso segundo maior parceiro comercial, diga-se de passagem, e para estreitar ainda mais os laços do Brasil com os países bolivarianos.  Em sentido contrário, com bom senso e feeling para aproveitar oportunidades históricas, os países do Pacífico assinaram Tratados de Livre Comércio com os americanos. E disso tiraram e continuam a tirar grandes vantagens, que lhes permite um crescimento contínuo de seu PIB.

4) O teimoso governo brasileiro continua amarrado ao Mercosul, cujas cláusulas o impedem de estabelecer zonas de livre comércio com Estados Unidos e com a Europa. Nossos diplomatas afirmam que nosso comércio com a Argentina e com a Venezuela sofreria muito se nos retirássemos desse tratado. Nada existe de mais falso. Esses dois países compram de nós porque necessitam de nossos bens exportáveis e não por participarmos do Mercosul. Uma prova disso é que ambos negociam com a China,  exportam para a China, cedem vastos territórios para os chineses implantarem fazendas de agronegócio e industrias chinesas! E nós não podemos comerciar com americanos e europeus…

Tais contrassensos só podem ter uma explicação: a China e os governos bolivarianos são socialistas, e devem ser apoiados; em sentido contrário, os Estados Unidos devem ser rejeitados pois simbolizam o odiado capitalismo! Viva a ideologia, sempre a ideologia, a ideologia acima de tudo!!!

1 comentário para Política externa, outra grande esquecida

  1. Marcos Costa Responder

    10 de setembro de 2015 à 12:31

    Acertou no ponto.
    O Brasil está financiando as esquerdas da América Latina, África e sabe-se mais o que… tudo isso à custa de impostos absurdos.
    Qual a solução? Criar mais impostos porque Fidel Casto, Maduro, Evo Morales e outros precisam tapar os rombos criados pelo socialismo em seus países.

    Quem fornece esse dinheiro? sobretudo o agro_negócio no Brasil.
    Como é tratada a nossa agricultura? — com invasões.

    Realmente o Brasil tem um grande potencial, tão grande que o PT em 3 governos não conseguiu ainda reduzi-lo à miséria.
    Ainda é tempo de salvar nossa Pátria! Acorda, Brasil!
    Costa

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