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PROTESTANTISMO — negação do caráter monárquico da Igreja, revolta contra o Papado

Plinio Corrêa de Oliveira

Gravura representando Lutero, em 31 de outubro de 1517, pregando na porta da igreja do castelo de Wittenberg suas “95 Teses” contra o Papado e os ensinamentos da Igreja Católica

Gravura representando Lutero, em 31 de outubro de 1517, pregando na porta da igreja do castelo de Wittenberg (Alemanha) suas abjetas “95 Teses” contra o Papado e os ensinamentos da Igreja Católica

[O neopaganismo] investiu às escâncaras contra a Igreja. O orgulho e a sensualidade, em cuja satisfação está o prazer da vida pagã, suscitaram o protestantismo.

O orgulho deu origem ao espírito de dúvida, ao livre exame, à interpretação naturalista da Escritura. Produziu ele a insurreição contra a autoridade eclesiástica, expressa em todas as seitas pela negação do caráter monárquico da Igreja, isto é, pela revolta contra o Papado. Algumas, mais radicais, negaram também o que se poderia chamar a alta aristocracia da Igreja, ou seja, os Bispos, seus Príncipes. Outras ainda negaram o próprio sacerdócio hierárquico, reduzindo-o a mera delegação do povo, único detentor verdadeiro do poder sacerdotal.

O heresiarca Lutero, antes de queimar a Bula papal de sua excomunhão, a mostra a seus sequazes.

O heresiarca Lutero, antes de queimar a Bula papal de sua excomunhão, a mostra a seus sequazes.

No plano moral, o triunfo da sensualidade no protestantismo se afirmou pela supressão do celibato eclesiástico e pela introdução do divórcio.(1) […]

Como os cataclismos, as más paixões têm uma força imensa, mas para destruir.

Essa força já tem potencialmente, no primeiro instante de suas grandes explosões, toda a virulência que se patenteará mais tarde nos seus piores excessos. Nas primeiras negações do protestantismo, por exemplo, já estavam implícitos os anelos anarquistas do comunismo. Se, do ponto de vista da formulação explícita, Lutero não era senão Lutero, todas as tendências, todo o estado de alma, todos os imponderáveis da explosão luterana já traziam consigo, de modo autêntico e pleno, embora implícito, o espírito de Voltaire e de Robespierre, de Marx e de Lenine.(2)

_______

Notas:

1.       Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, Parte I, Cap. III, 5 B.

2.       Op. cit. Parte I, Cap. VI, 1 B.

1 comentário para PROTESTANTISMO — negação do caráter monárquico da Igreja, revolta contra o Papado

  1. Jorge Luiz F G Alho Responder

    3 de novembro de 2016 à 0:36

    As posições de Lutero foram claramente polêmicas e heréticas, pois em nenhum momento os ensinamentos da Igreja deixou transparecer qualquer contradição na historicidade dos fatos relacionados as ações do heresiarca, diferentemente da concepção que se busca disseminar nos dias de hoje, especialmente na consciência dos católicos, já que por razões lógicas haverão de se opor à uma postura de negação por parte da Igreja, de si mesma, pois o pano de fundo com o qual se busca justificar a Revolução promovida por Lutero, é a sutileza de uma mensagem subjetiva e sutil, fundamentada na ideia de que sua posição se resumia ao protesto de práticas maliciosas da Igreja na vivência dos ensinamentos evangélicos, mas a exemplo das evidências, que conste seu legado ao protestantismo na negação das indulgências, pois se o cito é porque é argumento bastante utilizado pelo protestantismo, em suas diversas denominações para atacar a Igreja; como um jargão: “a Igreja católica vendia indulgências”. Por fim penso que não podemos deixar de nos preocupar com a possibilidade de que a Igreja pode estar sendo conduzida por um caminho perigoso, a custo da negação de verdades fundamentadas no seu Magistério bimilenar, à medida em que busca justificar suas ações para efetivar um anelado ecumenismo, pois quem poderá garantir que futuramente tais ações não servirão de argumentos dos opositores da Igreja para alegarem supostas contradições dos ensinamentos evangélicos sobre o indissolubilidade do casamento, a prática do aborto e do homossexualismo.

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