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Protestar: sim, é eficaz!

Alejandro Ezcurra

SantanderEm Porto Alegre, a quarta maior cidade do Brasil (4,3 milhões de habitantes na região metropolitana), o Banco Santander patrocinou em agosto passado uma alucinada “arte” LGBT denominada Queermuseu — Cartografias da diferença na arte brasileira.

Realizada na galeria Santander Cultural e financiada com quase um milhão de reais (aproximadamente 300 mil dólares) de dinheiro público, a custosa exibição reuniu 270 obras de 85 expositores e incluía pornografia, representações blasfemas — que já se tornaram recorrentes nesse tipo de mostras —, e até “imagens de zoofilia e pedofilia”, tal como denunciou o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan.

As críticas da opinião pública não se fizeram esperar. A revista “Veja” — a de maior circulação no Brasil — comentou que a forte reação partiu de “movimentos religiosos”, grupos pró-família, e até de uma ONG liberal, o Movimento Brasil Livre (MBL).

Este dado é digno de registro ao evidenciar um fenômeno que se acentua em todo o mundo: o crescimento do número de liberais que, postos diante dos abismos de demência sexopática e sacrílega em que a revolução LGTBL vai se precipitando, agredidos pela realidade dão marcha à ré em suas posições libertárias e permissivas em matéria moral, mantendo sem embargo aquelas nas quais o liberalismo coincide com a ordem natural e o senso comum, como a defesa da propriedade privada, da liberdade econômica, o respeito aos direitos e garantias individuais etc.

Golpe decisivo no ponto mais dolorido

No "Queermuseum", alusão blasfema ao Menino Jesus como se estivesse no colo da Santíssima Virgem

No “Queermuseum”, alusão blasfema ao Menino Jesus como se estivesse no colo da Santíssima Virgem

O presidente da Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) sobre Maus- tratos a Crianças e Adolescentes, senador Magno Malta, decidiu convocar os responsáveis do Queermuseu para “investigar o uso de recursos públicos em evento que agride uma nação cristã, ameaça crianças, jovens e os bons costumes da família brasileira”. Afirmou que a mostra é “um evento criminoso que faz apologia da pedofilia, considerada crime hediondo”.

Dezenas de milhares de aderentes de diversas instituições e sites, entre os quais o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira se somaram à onda de protestos virtuais, convidando os que se utilizam dos serviços do Banco Santander a considerarem a possibilidade deixar de fazê-lo. A proposta causou impacto no ponto que mais dói a uma instituição bancária: em poucos dias, 22 mil clientes indignados encerraram suas contas no referido banco. E a gangrena continua.

 

Incontenível rechaço, vitória e uma grande lição

Obra blasfema contra Nosso Senhor Jesus Cristo como uma deusa, Shiva, do hinduismo

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A sucursal brasileira do Santander detém a maior carteira de clientes desse banco fora da Espanha. Com linguajar confuso e edulcorado, seu diretor-executivo, Sergio Rial, visivelmente alarmado, tentou justificar a exibição alegando que ela só mostrava “a diversidade observada sob os aspectos da variedade, da pluralidade e da diferença” segundo “diferentes ângulos de visão e abordagens” (na realidade é um só ângulo e uma só abordagem: o revolucionário), e que visava apenas apresentar “a realidade das obras e do mundo atual em questões de gênero e seus matizes”. Por trás de tanto palavreado, é a ideologia de “gênero” que surge…

O curador da mostra, Gaudêncio Fidelis, foi mais direto e revelou o objetivo da mesma: acabar com o modelo de museu “patriarcal e heteronormativo” (sic). O termo Queer — explicou — foi escolhido como “instrumento para subverter” e provocar “a queda das barreiras de gênero”. Aqui essa perversa ideologia aparece sem dissimulações…

Mas o rechaço da opinião pública se tornou cada vez mais categórico e incontenível. Até que, por fim, no domingo 10 de setembro — um mês antes do previsto —, o Banco Santander deu surpreendentemente por encerrada a mostra.

Nesse mesmo dia, a Assessoria de Imprensa do Banco enviou um e-mail a milhares de assinantes dos protestos online, reconhecendo que a exibição foi “considerada ofensiva por algumas pessoas e grupos”, e pedindo “sinceras desculpas a todos aqueles que viram uma falta de respeito a símbolos e crenças na exposição Queermuseu”.

Que lição nos deixa este desenlace? Que os protestos contra a nova modalidade revolucionária que conjuga ideologia de gênero com extremos de ódio anticristão, quando feitos com inteligência e perseverança, apelando para princípios morais e religiosos, impactam o público, despertam as consciências e criam na opinião pública uma barreira contra a Revolução Cultural impossível de ser transposta.

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Fontes:

  1. http://veja.abril.com.br/blog/rio-grande-do-sul/veja-imagens-da-exposicao-cancelada-pelo-santander-no-rs/
  2. https://ipco.org.br/ipco/acompanhe-repercussoes-queermuseu/
  3. www.libertar.in/2017/09/banco-santander-promove-pedofilia.html
  4. www.semprefamilia.com.br/como-os-cristaos-reagiram-a-exposicao-do-santander-que-zombava-do-cristianismo/
  5. www.semprefamilia.com.br/como-os-cristaos-reagiram-a-exposicao-do-santander-que-zombava-do-cristianismo/
  6. https://ipco.org.br/ipco/77116-2/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedipco+%28IPCO+-+Instituto+Plinio+Corr%C3%AAa+de+Oliveira%29

2 comentários para Protestar: sim, é eficaz!

  1. MARIO HECKSHER Responder

    19 de setembro de 2017 à 16:29

    Muito bom o esclarecedor artigo de Alejandro Ezcurra, que deveria ser divulgado aos jovens que acham tudo normal e que nada pode ser proibido.

  2. Paulo Barreto Responder

    20 de setembro de 2017 à 0:15

    Excelente! É um banho n’alma ler um artigo como esse.

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