São Miguel Arcanjo, Príncipe da milícia celeste

Pe. David Francisquini (*)

Os anjos são puros espíritos criados por Deus para sua glória e serviço. Ao criá-los, Deus quis torná-los participantes da vida divina para glorificá-Lo, servi-Lo e serem felizes para sempre. Os anjos por si mesmos glorificam a Deus pelas suas perfeições. Como uma obra de arte revela e glorifica o artista que a compôs, assim os anjos glorificam a Deus com sua existência e com hinos de louvor e adoração. Daí se compreende que os anjos, cobrindo as planícies e os ares de Belém, cantaram o hino “Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade”. No Céu, por sua vez, os serafins louvam a Deus cantando o eterno “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos”, a exemplo do que o sacerdote faz ao celebrar o santo sacrifício da Missa, no término do prefácio.

Os anjos servem a Deus de um modo particular, auxiliando os homens a alcançar a vida eterna. Já o nome deles lhe indica a condição: vem do grego e significa mensageiro. A Sagrada Escritura fala de exércitos celestes e de bilhões de anjos, e que a categoria deles são de nove coros e três ordem a saber: Serafins, Querubins, Tronos; Dominações, Principados, Potestades; Virtudes, Arcanjos e Anjos. As Escrituras referem-se em diversas passagens aos anjos, mas foi São Paulo Apóstolo quem nos ensinou mais acerca deles, por que foi arrebatado até o terceiro Céu, como nos atesta ele próprio. E transmitiu isso a seus discípulos.

No início, todos os anjos eram agradáveis a Deus, mas, submetidos a uma prova –– como depois o foram nossos primeiros pais ––, parte deles se revoltou contra Deus, cometendo pecado de soberba e orgulho, ao pretender ser iguais a Deus. Satanás, o chefe dos anjos revoltosos, foi um anjo muito graduado –– lúcifer ––, o qual foi precipitado como um raio nos abismos infernais, juntamente com seus pérfidos sequazes: Houve no Céu uma grande batalha: Miguel e os seus anjos lutavam contra o dragão, e o dragão com seus anjos lutava contra ele. Porém, estes não prevaleceram, nem o seu lugar se encontrou mais no Céu. Foi precipitado aquele grande dragão, aquela antiga serpente, que se chama demônio e satanás, que seduz todo o mundo, foi precipitado na Terra e foram precipitados com eles seus anjos (demônios)” (Apoc. 12, 7-8). Na carta de São Judas, lê-se: “Quando o Arcanjo Miguel disputando com o demônio altercava sobre o corpo de Moisés, não se atreveu a proferir contra ele a sentença de maldição, mas disse somente: reprima-te o Senhor”.

O principal adversário de satanás e dos demônios na peleja que então se travou foi São Miguel, que significa: “Quem como Deus?” Foi São Miguel Arcanjo, todo abrasado no fogo e na luz de Deus, quem liderou os anjos bons nessa tremenda batalha contra os anjos maus, chamados doravante demônios. São Miguel é um fiel defensor e servidor de Maria Santíssima.

São Miguel é citado também no capítulo 12 do Livro de Daniel, onde lemos “Ao final dos tempos aparecerá Miguel, o grande Príncipe que defende os filhos do povo de Deus, e então os mortos ressuscitarão. Os que fizeram o bem, para a Vida Eterna, e os que fizeram o mal, para o horror eterno”.

A São Miguel atribuem-se três funções: a de guiar e conduzir as almas ao Céu como se lê na Missa dos defuntos; de defender a Igreja e o povo cristão; e de presidir no Céu o culto de adoração à Santíssima Trindade e oferecer a Deus as orações dos santos e dos fiéis. Invoquemo-lo sempre no combate contra as potestades infernais e as forças do mal que procuram desviar-nos do caminho do Céu.

Em minha experiência sacerdotal, tenho constatado o aumento vertiginoso do poder infernal sobre as almas, a sociedade e as instituições. E mesmo sobre os corpos, interferindo na própria saúde individual. Isto como conseqüência dos pecados contra o amor de Deus e do próximo: os pecados de homicídio, de libertinagem moral, do crescente consumo de drogas, de músicas dissolutas e imorais, com ritmo inebriante, às vezes com letras fazendo apologia do diabo e da violência, que estão presentes por toda a parte. Também pela proliferação de seitas satânicas. As principais vítimas do demônio são a infância e a juventude.

Para fazer frente a tantos males produzidos pelos demônios, é eficaz a oração que é rezada ao final das missas do rito tridentino: “São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, cobri-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos, e Vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém”.
(*) Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria (Cardoso Moreira – RJ)

Cidade medieval no século XXI: novidade na Espanha
Segurança, prédios duráveis, aplicação garantida, entorno saudável, harmonia prédios-natureza, beleza panorâmica, vizinhança sociável, local psicologicamente aprazível e proximidade de uma igreja –– são itens que se tornaram requisitos de um bom condomínio. Encontrá-los reunidos na justa proporção é coisa rara e dispendiosa. Uma empresa espanhola descobriu que todos eles estão presentes nas cidades e aldeias medievais. Lançou então o Conjunto Residencial Sopetrán, que será construído em Hita, Guadalajara, e será concluído em 2009. Terá 325 casas, cujas fachadas reproduzem as construções de 1000 anos atrás. O interior terá todo o conforto hodierno. O empreendimento foi saudado na Espanha como um triunfo da imaginação, na mesma ocasião em que se esgotam idéias autênticas na área da construção. (ABIM)


Miraculosa imagem sai ilesa de terremoto no Peru


O teto afundou, a torre do sino e a torre central desabaram, a cúpula rachou, as imagens caíram no santuário de Ica, no epicentro do terremoto que se registrou recentemente no Peru e ceifou centenas de vidas. Mas a imagem do “Senhor de Luren”, que representa Nosso Senhor Jesus Cristo crucificado, ficou intacta no seu lugar, em meio às ruínas no coração do drama, encorajando a todos. O povo não duvida de o fato ter sido um milagre. O Crucifixo é venerado desde o século XVI. O santuário sofreu sucessivas destruições e reconstruções por causa de incêndios e terremotos anteriores. Em todos os casos, a milagrosa e artística imagem permaneceu incólume. Símbolo do triunfo imorredouro da Cruz, atravessando impávida todos os acontecimentos da História, inclusive os mais catastróficos como esse devastador terremoto. (ABIM)