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Senhor Deus, a quem a vingança pertence

Pe. David Francisquini (*)

paulistaAo ser ordenado pelo bispo com o sacramento indelével da Ordem, o sacerdote recebe um poder extraordinário de Deus, tornando-se ao mesmo tempo pontífice e vítima, ministro de Cristo e continuador de Sua obra. Ou seja, passa a ter um enorme poder de fazer bem às almas e combater o mal, com vistas a implantar na Terra a verdadeira ordem desejada pelo Criador e conduzir as almas ao Céu.

Sob a direção de seu bispo e em união com o Papa, o padre atua assim como representante de Cristo para propagar a Fé e o Evangelho, defender as almas e imolar-se por elas, as vinhas do Senhor, não poucas vezes atacadas por vespas e insetos, por feras e ventos adversos, por tempestades e furacões, com escândalos e desregramentos que as golpeiam satânica e impiedosamente.

É por isso que o sacerdote – e a fortiori o bispo ou o Papa – não pode ser indiferente a tudo que diga respeito à glória de Deus e à salvação das almas. E não pode se calar quando símbolos religiosos são publicamente escarnecidos, profanados ou quebrados, como aconteceu na recente manifestação homossexual realizada em São Paulo [foto acima] com o escandaloso apoio das autoridades municipais, estaduais e federais.

O representante de Deus não pode omitir-se quando os protagonistas dessa causa espúria pretendem implantar a ditadura da violência e da intolerância em relação a todos os batizados que creem e professam a doutrina e a lei de Jesus Cristo. Se o fizer, tornar-se-á cúmplice deles devido ao silêncio.

E se ele por acaso pensar que a família tradicional constituída por um homem e uma mulher será a única golpeada, e a parceria antinatural e infecunda promovida, equivoca-se, pois os inimigos da família a atacam por ódio a Deus e à Santa Igreja, cujos membros não serão poupados a certa altura do processo, a menos que prefiram a apostasia. Esta é a terrível lição da História!

O pecado perpetrado pelos homossexuais em São Paulo contra os principais símbolos da nossa Fé ofendeu particularmente a Deus. Por muito menos a mesma e irredutível História registrou o episódio do Levante das Estátuas, ocorrido em Antioquia sob o imperador Teodósio, que ao tomar conhecimento da mutilação das estátuas erigidas em honra dele e de sua esposa, enfureceu-se e puniu duramente aquele levante, qualificado por ele de lesa-majestade.

Se assim procedeu um rei em defesa de sua honra, o que imaginar do procedimento do Senhor Deus, a quem a vingança pertence, em relação aos que profanaram pública e ostensivamente aquilo que mais de perto O simboliza?

O blasfemo profere seus ultrajes contra Deus e os santos através de palavras, exemplos e atitudes, misturando a luxúria e o pecado contra a natureza com as coisas sagradas para golpear a Igreja, os cristãos e o próprio Deus. Ao exibir em via pública objetos sagrados do culto, como ocorreu nesse infeliz desfile, depreende-se o enorme pecado de blasfêmia cometido.

Os seus fautores não ultrajaram apenas os homens, mas o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei dos reis. Este ultraje é crime contra a Sua bondade e grandeza, majestade e soberania, pois os blasfemadores chegaram a vomitar satanicamente que Ele também era homossexual. A maior parte dos pecados tem sua origem na ignorância ou na fraqueza humana, mas a blasfêmia vem da maldade do coração.

Deus perdoa o pecador, mas castiga terrivelmente o ímpio, o blasfemo e o profanador com a pena eterna do inferno; e muitas vezes a punição já começa nesta vida. Permaneça diante de nossos olhos o exemplo de Sodoma e Gomorra, uma lição viva da História a nos ensinar como Deus é justo ao premiar os bons e castigar os maus.

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(*) Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria (Cardoso Moreira – RJ) é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM).

2 comentários para Senhor Deus, a quem a vingança pertence

  1. Mario Hecksher Responder

    18 de junho de 2015 à 12:56

    EXCELENTE ARTIGO.
    PARABÉNS À ABIM POR DIVULGA-LO.
    ENVIAREI AOS MEUS CORRESPONDENTES.

  2. Nereu Augusto Tadeu Ganter Peplow Responder

    19 de junho de 2015 à 14:30

    Como em outras eras da História da humanidade, hoje também vivemos um tempo em que esse tipo de gente vive como se Deus não existisse… pois que aguardem.

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