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Tradição, aguardando conversão

Catolicismo♦  James Bascom

O Castelo de Windsor, residência da família real britânica desde o século XI, retrata o melhor do espírito inglês. Trata-se de uma residência gótica sólida, elegante e sumamente aristocrática. No pátio, impecável, não se vê nenhuma erva daninha ou mesmo pedregulho fora do lugar. Três membros da Guarda da Rainha, vestidos com belos uniformes tradicionais e gorros de pele de urso, marcham com icônica precisão inglesa, digna da torre do Big-Ben. Mais do que simplesmente bela, pode-se dizer que a cena é sacral.

Este aspecto da alma inglesa está em oposição direta a um outro lado. Após a monstruosa ruptura do rei Henrique VIII com a Igreja Católica, o germe da revolução infectou a nação inglesa; da rainha Elizabeth I a Oliver Cromwell e ao anarquismo hippie dos Beatles. Na verdade, desde o século XVI a história da Inglaterra poderia ser descrita como uma guerra entre esses dois aspectos da alma inglesa.

Sem negar o lado protestante do Castelo de Windsor, um observador católico deve vê-lo com entusiasmo e admiração. De fato, uma nação que preserva tão maravilhoso e sacral monumento de sua tradição medieval católica não pode deixar de ter almas à espera de uma conversão.

Catolicismo

1 comentário para Tradição, aguardando conversão

  1. CostaMarques Responder

    22 de julho de 2018 à 14:34

    Oportuno artigo de James Bascom mostrando esses duplo aspecto da alma inglesa: um profundo gosto pelo cerimonial, pelo sacral do Castelo de Windsor (por exemplo) e de outro lado a ruptura com Roma de Henrique VIII, seguida da política anticatolica de Isabel I e Cromwell.
    É confortador ver um norteamericano que explica assim o dileta da Inglaterra e aguarda a conversão desta ao Catolicismo. CostaMarques

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