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Tradição conduz novamente o Colégio de São Bento (RJ) ao topo do Enem

Nilo Fujimoto

Não é novidade. O primeiro no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela quarta vez em 6 anos do ENEM é o Colégio de São Bento, no Rio de Janeiro*.

Com 153 anos de existência, sempre sob a mesma orientação de princípios no ensino, a instituição vem mantendo a tradição admitindo apenas meninos em seus cursos. Certamente por entender que a desigualdade deve ser respeitada, meninos e meninas têm capacidades, interesses e aptidões diferentes.

Essa distinção possibilita a criação de um ambiente em que os homens podem desenvolver suas qualidades como confirma o ex-aluno Henrique Rondinelli, agora destacado aluno do curso de Direto da UFRJ: “Tínhamos mais liberdade para brincadeiras de garotos, o que fazia com que a gente se sentisse muito bem, inclusive com professores e funcionários. Acho que se entrar menina, esse encanto se quebra.”

A disciplina e a cobrança do cumprimento do regulamento interno é um dos elementos indispensáveis para a formação vitoriosa: nove aulas por dia, das 7h30 às 17h30 de segunda a sexta, e provas em todos os sábados. Somando-se a matérias comuns a todas as escolas, o Colégio de São Bento oferece aulas de conteúdo cultural, como história da arte, apreciação musical, cultura clássica e até mesmo teologia.

Pois, então, é o respeito às desigualdades entre os sexos – suas aptidões, qualidades e dinamismos –, a observação do equilíbrio na aplicação da disciplina e das cobranças e o primoroso conteúdo de matérias – inclusive religioso – que constituem os elementos para a boa educação e sucesso da instituição. (*) Cfr.: G1, 12/9/2011, “Colégio de São Bento, no Rio, volta ao topo do ranking do Enem no país”
__________ 
Nilo Fujimoto é colaborar da ABIM

1 comentário para Tradição conduz novamente o Colégio de São Bento (RJ) ao topo do Enem

  1. Anonymous Responder

    18 de setembro de 2011 à 1:00

    PARABENS, RIO DE JANEIRO !!!
    REPASSANDO…..

    ———————————————————
    Veja o comentário absurdo dessa professora da Universidade de São Paulo (USP), Cláudia Vianna, que deve ser “especialista” em zurrar!!!!

    Para ela, pouco importa a realidade de um colégio excelente e que forma pessoas de uma espécie não-asno à qual ela certamente pertence.

    O colégio ensina bem? Bolas para a realidade. O que “não é possível” é “desenvolver a personalidade integral do aluno onde há segregação”, pois o método do São Bento remete ao século 19 !!!!

    Essa mentalidade vesga, irracional e obtusa é infelizmente a dominante na classe que detém o poder no Brasil, cuja raiz ideológica já é bem conhecida. É a política do desacerto posta em forma de doutrina…

    Viva o século XIX, abaixo os discípulos do Lula do século XXI !!!!

    ABEL

    Método do primeiro colocado do Enem remete ao século 19, diz especialista da USP

    UOL – Com uma mensalidade de até R$ 2.140 mil e recusando a matrícula de meninas, o Colégio São Bento, na capital fluminense, ficou pela quarta vez na primeira colocação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A prova é aplicada pelo Ministério da Educação e avalia o desempenho de estudantes da rede pública e privada em todo o país.

    Administrado por monges beneditinos, o colégio ficou cerca de 300 pontos à frente do último colocado no estado – uma escola pública. A Supervisão Pedagógica atribui o bom resultado ao ambiente de ensino “com excelente professores” e à dedicação dos alunos, que têm aulas entre às 7h30 e às 16h30, durante a semana e, aos sábados pela manhã, longe de meninas.

    No entanto, a receita de sucesso do São Bento, que só aceitou professoras na escola a partir da década de 1960, gera polêmica. Para a professora da Universidade de São Paulo (USP), Cláudia Vianna, especialista em gênero e educação, “não é possível desenvolver a personalidade integral do aluno onde há segregação”. Para ela, o método do São Bento remete ao século 19.

    “É muito complicado dizer que a segregação garante qualidade. Vivemos num mundo misto que aliás, mostra que as meninas têm mais sucesso que os meninos. Que desenvolvimento é esse que só dá certo quando eu separo? Qual a mensagem que você passa? Como se propõe a prepará-los para o mundo que é misto? Que principio é esse que não trabalha com o heterogêneo?”, questionou.

    A supervisora do São Bento, a professora Maria Eliza Penna Firme Pedrosa disse que aceitar meninas significaria alterar a identidade do colégio e isso não está nos planos. “Os alunos e os pais estão satisfeitos. Os meninos acham o ambiente confortável e não identificamos prejuízo nenhum, já que os rapazes podem conviver com as meninas na sociedade”.

    Os alunos também não reclamam da jornada de estudos, da proibição do uso de adornos como piercings e acreditam que à dedicação os levará para as universidade públicas, como é o caso do estudante de odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Eduardo Maroun. Para ele, o São Bento ofereceu uma boa educação, com forte preocupação no caráter do aluno.

    “Claro que as mulheres distraem um pouco os homens”, declarou. “Se você tem uma namorada no colégio, fica com ela no recreio, vai para aula pensando nela, normal para o ser humano. Mas o colégio não tendo isso, ele [o aluno] fica mais focado. Isso é positivo porque você pode ter contato com as garotas fora do colégio, no clube ou na faculdade”.

    O Colégio São Bento funciona há mais de 150 anos e já teve entre seus alunos os compositores Heitor Villa-Lobos, Pinxinguinha e Noel Rosa, o teatrólogo João Procópio Ferreira, o jornalista Paulo Francis, e o escritor e humorista Jô Soares.

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