Um novo “inimigo número um”?

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De algum tempo para cá, parece estar despontando um novo “inimigo número um” do mundo livre. É grave! Quem é ele?

Até aqui o comunismo, seja russo ou chinês, era considerado o favorito desta preferência. Logo entrou o islamismo. Mas depois apareceram novos “sócios”, em relação aos quais nunca é demais prestar toda atenção.

Eles são o caos e a indiferença, apontando para o “nada”, e o ateísmo prático. Todos eles resultando — é preciso que se diga — numa profunda “bobeira”.

“Bobeira”? Não é forte demais o qualificativo? Imagine um homem que vendo sua casa pegar fogo, toma uma atitude de torpor, de indiferença. É normal?

Essa bobeira é um tanto antiga. Em 1992 Plinio Corrêa de Oliveira já se referia a ela em seu renomado ensaio Revolução e Contra Revolução: o comunismo vem conseguindo reduzir a um torpor displicente e abobado imensas parcelas não comunistas da opinião pública ocidental”.

Como esse “torpor displicente e abobado” está atualmente? Ele tende a se agravar e transformar-se em sono. E a bobeira, em indiferença crônica.

Mas não é um exagero falar em torpor, indiferença ou sono? Bem analisadas as coisas, o mesmo indivíduo habilíssimo em assuntos práticos, especialmente os lucrativos, ser acusado de “torpor displicente e abobado”? Ele é uma águia, ou um projeto de águia. Acusá-lo disso não seria uma demasia?

Quando se trata de considerar o mundo livre, ao qual se chamava até havia pouco de civilização cristã, o qualificativo pega em cheio: ele é vítima de um torpor “displicente e abobado”.

Para utilizar uma imagem de Dr. Plinio, ele é constituído por homens desocupados que consideram o panorama a partir de uma asa delta! Entre parênteses, nada contra este entretenimento aéreo considerado em si mesmo.

“Larga isso para lá, pois já temos muitos problemas”… “Deixa como está para ver como fica…”! E assim o mundo livre e a Igreja vão afundando, e ficando menos livre.

Mas, enquanto isso, o mundo do qual são parte vai mergulhando numa histórica catástrofe. E eles com a cabeça ausente. Não deixa de ser uma forma de torpor “displicente e abobado”.

Chamemos as coisas por seu nome: covardia, ou mesmo ateísmo. Infelizmente muita gente é assim.