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Universidade de Viena nega suas origens

CrucifixoCarlos Eduardo Schaffer

Os jornais vienenses “Die Presse” e “Der Kurier” publicaram recentemente a seguinte notícia:

“A administração da Universidade de Viena decidiu, ‘por razões administrativas’, não mais colocar crucifixos nas novas salas de aula da Faculdade de Teologia Católica. O vice-decano da Faculdade fala de uma ‘interferência e ruptura simbólica com histórico significado’”.

A Faculdade de Teologia Católica é uma das dezenove faculdades da Universidade de Viena, com a qual foi fundada pelo Duque Albrecht III em 1384, com a aprovação do Papa Urbano VI.

Se as novas salas da Faculdade de Teologia não terão mais cruzes, é bem evidente que elas tampouco estarão nas salas onde serão ensinadas matérias não religiosas.

A Faculdade de Teologia ocupa apenas três salas da Universidade, nas quais a cruz sempre esteve presente. Contudo, no final do último semestre, os alunos foram transferidos para outros recintos, pois a diretoria queria que fossem feitas reformas nas salas. Quando, no inicio do novo semestre, os alunos voltaram às antigas salas, os crucifixos haviam sido removidos e não havia autorização para recolocá-los.

Houve reação de professores e alunos, bem como artigos escritos em jornais católicos, mas a reação foi insuficiente para que as cruzes voltassem para as salas de aula.

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CrucifixoVem sendo discutido na universidade se símbolos religiosos pertencem ou não a recintos públicos, e se nas salas de aula, não só de teologia, mas também onde assuntos seculares são ensinados, deve ou não haver crucifixos.

Desde a Idade Media — podemos até mesmo dizer que desde a sua fundação — a Igreja vem criando estabelecimentos de ensino. Pode-se também afirmar, com toda certeza, que a existência de universidades tal como nós hoje as conhecemos, se deve principalmente à Igreja Católica, que desde tempos muito remotos foi ordenando e difundindo o ensino entre camadas cada vez mais amplas dos povos convertidos ao Cristianismo. E isso a tal ponto, que hoje, na maioria, se não em todos os países cristãos, o ensino básico é obrigatório e o superior amplamente oferecido, o que não acontecia entre os povos pagãos em geral, onde o maior conhecimento era difundido apenas entre as classes altas.

O próprio nome Universidade surgiu em Bolonha, a primeira universidade da Europa. A palavra vem da ideia de que o estabelecimento deveria estudar a universalidade das matérias existentes, abrangendo todas as ciências.

A Igreja sempre entendeu que o ensino, mesmo de matérias temporais, deve estar ligado a Ela de alguma forma, pois a história, a biologia, a física, a química e todas as outras matérias têm seus fundamentos em verdades metafísicas e religiosas. Como, por exemplo, no campo da pura matéria, pode-se perguntar se a matéria existiu desde sempre ou se foi criada? Ela não existiu desde sempre, mas foi criada por Deus.

Vê-se que não pode ter existido desde sempre, pois se degrada e, degradando-se, tenderia a transformar-se no seu estado mais primitivo, ou seja, nos seus componentes mais elementares. Só os seres vivos organizam a matéria em sistemas mais complexos. Por exemplo, as plantas retiram do solo e do ar substancias inertes e as transformam em tecidos vivos. Os animais, alimentando-se de plantas, de outros animais e de minerais, multiplicam-se e assim geram matéria viva.

Deus criou a matéria e os seres vivos, e sustenta a existência de todos os seres do universo. Se Ele cessasse de manter sua existência, eles simplesmente cessariam de existir.

Todos esses princípios nos mostram como Deus está presente em todos os aspectos de nossa vida. Sua presença deveria ser manifestada quando, por exemplo, um professor transmite a seus alunos conhecimentos sobre as coisas da religião, da natureza, ou sobre os homens e sua ciência. Razão pela qual toda aula bem dada, sobre qualquer matéria que seja — religião, filosofia, matemática, química ou arte culinária —, deveria ter como pressuposto que Deus está presente em absolutamente todas as coisas, e que todas elas deveriam ser tomadas como o melhor meio de conhecer amar e servir a Deus, até mesmo a culinária.

Para que os alunos possam ter sempre presente que todas as ciências, até mesmo aquelas aparentemente mais distantes da religião, como a química, a geografia ou o estudo de uma língua, por exemplo, devem nos conduzir a um maior conhecimento, amor e serviço de Deus através das coisas criadas ou elaboradas pelos homens, é altamente conveniente ou mesmo indispensável que toda sala de aula tenha um crucifixo, uma imagem da Santíssima Virgem ou outro símbolo religioso que lembre sempre aos alunos a relação da matéria que estudam com o sagrado. Toda transmissão de conhecimento tem, portanto algo de religioso.

Nada melhor para lembrá-lo do que ter um crucifixo bem visível. Na Universidade de Viena isto parece que não será mais assim.

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  1. Die Presse https://diepresse.com/home/meinung/gastkommentar/5380812/Gastkommentar_Uni-Wien-ohne-Kreuze_Sind-Rektoren-sakrosankt
  2. Der Kurier

https://kurier.at/chronik/wien/keine-kreuze-mehr-in-theologie-hoersaelen/309.911.755

1 comentário para Universidade de Viena nega suas origens

  1. Ely Responder

    18 de março de 2018 à 8:07

    Podem tirar o Crucifico da onde quiserem, mas uma única coisa que não será tirado é do nosso coração, pois 1 Corintos 1 (22-26), deixa claro que todos os cristãos devem adorar Cristo Crucificado.As autoridades constituídas do clero estão acovardadas com medo dos homens maus e não de Deus. Creio que a mão de Deus cairá sobre eles.Quando Jesus e Maria são ofendidos ficam calados.Agem diferentes dos verdadeiros cristãos do Evangelho.

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