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A vez dos que não tinham voz (II)

Manifestação anti-PTCinco lições tiradas das urnas

♦  Marcos Machado

Continuamos hoje os comentários sobre a grande mudança operada no Brasil a partir das reações conservadoras de 2013.

Os resultados do Primeiro turno nos trouxeram a confirmação da maior realidade do Brasil nas últimas décadas: chegou a vez dos que não tinham voz.

O tempo em que tudo “terminava em pizza”

Como se sabe, o movimento conservador norte-americano deu seus primeiros passos no fim dos anos 60. De lá para cá, a defesa dos valores morais, a reação antiaborto, as derrotas do Partido Democrata, e, recentemente, a Suprema Corte mais conservadora desde 1934 mostram a pujança, continuidade e vitalidade desse movimento.

No Brasil, os primeiros movimentos de opinião pública contra o PT e a esquerda a partir de 2013 levantaram a interrogação: será que tudo isso não “terminará em pizza?”

As manifestações populares conservadoras subiram de tom e culminaram no impeachment de Dilma Roussef.

O movimento conservador propugnando pela volta dos valores morais se afirmou com uma continuidade surpreendente, a ponto de a esquerda e do falso Centrão serem os grandes derrotados das urnas. Delenda “efeito pizza”.

Conservadores: somos a maior força do País

A mídia de esquerda e as pesquisas de opinião não tendo como esconder a sua face (lembram-se os leitores das enquetes do DATAFOLHA e o alardeado “empate técnico” entre Bolsonaro e Haddad?) procuram novamente desviar a atenção do público da grande lição destas eleições: o ressurgimento conservador e antipestista!

Como na mensagem de Júlio Cesar ao Senado romano, em que ele descreve sua vitória sobre Fárnaces II do Ponto, na Batalha de Zela, a direita conservadora pode dizer: Vim, vi e venci.

Mais adequado seria repetir a frase do Rei João III da Polônia (século XVII), após a Batalha de Viena: “Venimus, Vidimus, Deus Vincit”Viemos, vimos, Deus venceu.

Força nova dotada de potência

Manifestação anti-PTA reação brasileira abrange todas as gerações,embora sua ponta de lança esteja entre pessoas de 18 a 40 anos.

Cai, portanto, outro mito: o conservadorismo e os valores morais não mais pertencem à geração dos avós. São jovens, jovens pais que se levantam contra a impostura da ideologia de gênero (“não mexam com meus filhos”), defendem o Homeschooling e os valores morais.

No artigo intitulado “Nem fascistas nem teleguiados: os bolsonaristas da periferia de Porto Alegre”, publicado na edição de 17 de agosto do jornal “El País”, Naira Hofmeister desfaz os jargões da esquerda sobre a tendência de nosso eleitorado mais jovem: “Pouco têm em comum com o perfil que institutos de pesquisa desenham dos possíveis eleitores do presidenciável do PSL: eles não são os mais escolarizados (chegaram ao ensino médio), nem ricos e tampouco estão no Norte e Centro-Oeste do país”.

 

Alteridade e independência diante das pesquisas

Favorecidos pelas redes sociais, os conservadores têm os seus canais de comunicação, meios seguros para estar a par da realidade nacional.

Foi-se o tempo do controle de ferro operado pela mídia de esquerda, das tendenciosas pesquisas de opinião (ainda recentemente falando de empate técnico entre Bolsonaro e Haddad, ou ainda que o PSL perderia em segundo turno até para Marina, que teve 1% de votos!).

Não somos teleguiados: vemos, pensamos, agimos com cabeça própria. Delenda mídia de esquerda!

Não há “imobilismo histórico”

Não somos apenas antipetistas e antiesquerda. Quem quisesse definir o movimento conservador brasileiro apenas pelo lado negativo erraria grosseiramente.

Temos um programa positivo: a reconstrução do Brasil pelos valores morais.

Santo Agostinho ensina em sua obra A Cidade de Deus que a observância dos Mandamentos é o fundamento de uma Nação.

Comenta o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: “Por força da lei histórica segundo a qual o imobilismo não existe nas coisas terrenas […] quando num organismo se opera uma fratura ou dilaceração, a zona de soldadura ou recomposição apresenta dispositivos de proteção especiais.

“Observa-se isto com os ossos fraturados, cuja soldadura se constitui à maneira de reforço na própria zona de fratura, ou com os tecidos cicatrizados.

“Esta é uma imagem material de fato análogo que se passa na ordem espiritual”.1

Aplicando ao Brasil de 2018, saibamos reforçar os valores morais, conformar nossas leis com a ordem natural posta por Deus na natureza humana. Tradição, família, propriedade, pilares do Brasil de amanhã.

O Cristo Redentor e Nossa Senhora Aparecida nos ajudem nesta obra de reconquista.

____________

(*) https://www.pliniocorreadeoliveira.info/RCR_0202_reacao.htm

1 comentário para A vez dos que não tinham voz (II)

  1. MARIO HECKSHER Responder

    20 de outubro de 2018 à 22:52

    Muito bom artigo. Parabéns Marcos Machado.

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