Histeria sobre o aquecimento global antropogênico

Nosso entrevistado: Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion

Ações humanas não alteram as mudanças climáticas; não há evidências científicas de relação entre a concentração de carbono na atmosfera e a temperatura da superfície do Planeta; o clima varia por causas naturais e passa por períodos de aquecimento e de resfriamento; não há evidências físicas de que o desmatamento possa provocar impacto no clima global.

Fonte: Revista Catolicismo, Nº 845, Maio/2021

Interesses escusos e obscuros movem alarmistas do clima, a tal ponto que muitos já os identificam como parte de um plano para prejudicar o desenvolvimento do Brasil. Exemplo característico são certas ONGs e ambientalistas radicais. Alavancados como especialistas nisso e naquilo, sob prestígio midiático autoconcedido, tomam por base premissas climáticas falsas, tiram conclusões equivocadas e espalham informações que mais confundem do que esclarecem. No que tange, por exemplo, ao desmatamento da incomensurável floresta amazônica, ameaçam o mundo com uma hipotética — muito hipotética e pouco científica! — catástrofe global, caso a Amazônia não seja internacionalizada. Em outras palavras, que deixe de ser nossa.

A fim de esclarecer nossos leitores, o jornalista Nelson Ramos Barretto, colaborador de Catolicismo, obteve uma entrevista com o renomado cientista climatólogo Prof.Dr.Luiz Carlos Baldicero Molion, PhD em Meteorologia e professor aposentado de Climatologia e Mudanças Climáticas da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió, onde também dirigiu o Instituto de Ciências Atmosféricas (ICAT). Foi diretor e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI). Formado em Física pela USP, tem doutorado em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA), pós-doutorado na Inglaterra, além de acadêmico do Instituto de Estudos Avançados de Berlim.

O bioma Amazônia corresponde a nada mais que 1% da superfície da Terra e 1,5% de seus oceanos.

Qual a realidade da floresta amazônica e o fundamento científico de seu papel no clima global?

O bioma Amazônia constitui 5,5 milhões de km2, enquanto a superfície do Planeta Terra é de 510 milhões de km2 (quase cem vezes maior), e seus oceanos ocupam 361 milhões de km2 dessa superfície. Portanto, o bioma Amazônia corresponde a nada mais que 1% da superfície da Terra e 1,5% de seus oceanos. Em princípio, o desmatamento total da Amazônia — que é praticamente impossível de ocorrer — não afetaria o clima global, por ser uma região de pequenas proporções em face da área oceânica (71%), que é um dos principais controladores do clima global. As pressões vindas dos ambientalistas são baseadas em resultados obtidos por Modelo de Clima Global (MCG). Mas tais modelos são falhos, não conseguem reproduzir o clima atual e particularmente o ciclo hidrológico, que é fundamental para a existência do bioma Amazônia. Existe um debate acirrado na comunidade científica quanto à fidelidade dos resultados dos MCG nos testes de sensibilidade e quanto à sua utilidade em prognosticar climas futuros. Apenas como curiosidade, esclareço que os melhores MCG têm um total de aproximadamente 64.000 pontos de grade representando a superfície do Planeta, dos quais apenas cerca de 500 pontos (0,8%) estão na Amazônia. Sob o ponto de vista físico, é intrigante que apenas 0,8% dos pontos de grade tenham influência notória nas temperaturas e nas chuvas globais resultantes das simulações dos MCG. Portanto, os resultados de simulação do desmatamento da Amazônia pelo MCG são altamente questionáveis e não merecem confiança.

Se não é cientificamente válida a perspectiva de uma catástrofe ambiental global, qual seria o objetivo da agenda ambientalista mundial?

A meu ver, se não há evidências físicas de que o desmatamento possa provocar uma catástrofe global, a preocupação estrangeira/internacional parece não visar à conservação do meio ambiente amazônico, e sim impedir o desenvolvimento socioeconômico da região. E ‘acordos climáticos’, como o de Paris 2015, que obrigam a redução da emissão de CO2, são instrumentos tipicamente neocolonialistas, pois 80% dos países do mundo, incluído o Brasil, ainda são subdesenvolvidos, com sua população, em geral, vivendo em um nível abaixo do nível de dignidade a que um ser humano tem direito.

Quais interesses políticos e econômicos de outros países estariam por trás da ‘proteção’ da Amazônia?

Os países que mais fazem pressão — França, Alemanha; e na era Joe Biden, os EUA — já não possuem recursos naturais. Para eles, a Amazônia tem sido vista como uma ‘reserva’ para o futuro; não só por sua fantástica biodiversidade, como também por sua riqueza em recursos minerais, devendo ser considerada ‘patrimônio da humanidade’ e não podendo ser desenvolvida ou administrada pelos países amazônicos, que “não têm capacidade para preservá-la” [sic]. A Noruega também exerce pressão, mas alegando outro aspecto que é o ambiental. Sabe-se que petróleo, gás natural (GN) e gás liquefeito de petróleo (GLP), extraídos do Mar do Norte, representam mais de 40% de suas exportações. Se fosse comprovado que a queima desses combustíveis fósseis, a emissão de CO2 e o seu aumento na atmosfera aumentariam em 5,6°C a temperatura do Planeta — com consequências desastrosas, como aumento do nível do mar, derretimento das geleiras, aumento dos desastres naturais, dentre outros — teríamos de concluir que a Noruega está cometendo um crime contra a humanidade, pois seus combustíveis fósseis são queimados em outros países, como Reino Unido, China e Holanda, difundindo globalmente seu CO2 para a atmosfera. Se a Noruega acredita que a Amazônia tem a obrigação de permanecer de pé, para absorver por fotossíntese o CO2, não pode esquecer que grande parte dele é exportado por ela.

Como o País deveria responder a essas pressões?

De certa forma, em parte o Brasil já tem respondido a essas pressões ao longo dos anos. A taxa de desmatamento anual já esteve muito mais alta no passado. De acordo com os dados do INPE/MCTI, em 1995 (governo de Fernando Henrique Cardoso) o desmatamento chegou a 29.059 km2. Durante o governo Luís Inácio Lula da Silva, 25.396 km2 em 2003 e 27.772 km2 em 2004. Segundo a mesma fonte, entre 1º de agosto de 2019 e 31 de julho de 2020 a taxa de desmatamento foi de apenas 11.088 km2. Ainda muito alta, em minha opinião, devendo-se envidar todos os esforços para reduzi-la ou mesmo zerá-la. A propósito, com a atual taxa de desmatamento esse bioma só seria desmatado em mais de 500 anos, ainda assim considerando-se que nesse período não houvesse nenhum crescimento vegetal. Mas não se pode esquecer que os principais ‘consumidores’ da madeira ilegalmente retirada são os próprios países desenvolvidos. Portanto, são eles que deveriam tomar a iniciativa de proibir a comercialização dessa madeira; pois não havendo clientes, não há desmatamento — esta é uma regra muito conhecida, muito lógica.

A fonte principal de umidade para as chuvas, inclusive as amazônicas, é o Oceano Atlântico tropical, principalmente durante o verão do Hemisfério Sul.

Muito se fala sobre a transferência de umidade atmosférica da Região Norte para o Centro-Sul do País, promovida pela floresta. Os chamados ‘rios voadores’ trariam as chuvas para o Sul, e isso estaria ameaçado pelo desmatamento. Qual a realidade dessas discussões sobre a alegada devastação do bioma Amazônia?

         ‘Rios voadores’ é uma expressão dos meteorologistas americanos, que plagiamos. Eles a utilizavam para, em linguagem popular, descrever o transporte de umidade pelo jato polar, uma corrente de ventos muito forte que sopra de oeste, encontrada nos níveis altos da atmosfera em latitudes temperadas. A afirmação de que a floresta é a geradora do vapor d’água transportado para outras regiões do continente pelos chamados ‘rios voadores’, e que a transformação da floresta em pastagem reduziria em 25% as chuvas sobre o Brasil, é resultante dos modelos de clima global (MCG), sem verificação ou constatação. Infelizmente, até o documento Instrumentum Laboris, elaborado pelo Vaticano por ocasião do Sínodo da Amazônia em outubro de 2019, peca ao afirmar que a Amazônia é responsável pela distribuição das chuvas na América do Sul.

A Amazônia não é essencial para a distribuição das chuvas para outras regiões remotas da América do Sul, porque não é fonte de umidade para a atmosfera. A fonte principal de umidade para as chuvas, inclusive as amazônicas, é o Oceano Atlântico tropical, principalmente durante o verão do Hemisfério Sul. Dados de fluxo de umidade, calculados por nós entre 1999-2014, sugerem que, em média e em números redondos, entrem na bacia amazônica o equivalente a 500 mil m3/s de umidade trazidos pelos ventos que sopram do Atlântico, dos quais 80% são transformados em chuva localmente, e os 100 mil m3/s restantes ‘passam direto’ e não interagem com a região. Dos 400 mil m3/s de chuva que caem na bacia, metade sai pelo rio Amazonas (200 mil m3/s), e a outra metade é reciclada por evaporação/transpiração para a atmosfera e incorporada ao fluxo de umidade que chega às outras regiões da América do Sul. Ou seja, 300 mil m3/s (60%) dos 500 mil m3/s originalmente saídos da evaporação do Atlântico, em média, chegam a outras regiões ao sul da Amazônia, sendo os 200 mil m3/s restantes devolvidos ao Atlântico pelo rio.

Portanto, na escala de tempo climática, a Amazônia apresenta um balanço hídrico estável. Árvore, ou floresta, não é ‘máquina’ de produzir água, apenas recicla a água da chuva anterior que estava armazenada no solo. Embora haja uma interação floresta-atmosfera, a longo prazo a floresta existe porque chove, e não o contrário. Por reductio ad absurdum, prova-se que, se a floresta fosse fonte de umidade, a região já teria se transformado num deserto desde que se estabilizou após o término da última era glacial, há cerca de 15 mil anos. O elemento geofísico fundamental para direcionar a umidade do Atlântico para outras regiões da América do Sul é a formidável barreira ao fluxo de umidade imposta pela Cordilheira dos Andes.

O ‘bom senso’ geofísico sugere que, se houvesse um desmatamento generalizado, a superfície amazônica ficaria aerodinamicamente mais ‘lisa’, os ventos se acelerariam nos níveis baixos da atmosfera e transportariam mais umidade para as outras regiões do continente, aumentando suas chuvas.

Sobre a emissão de carbono, dizem que a Amazônia detém mais carbono do que as emissões mundiais ‘de muitos anos’, e que a liberação desse carbono na atmosfera teria ‘consequências climáticas catastróficas’. Estas afirmativas têm procedência?

         Não, não têm base científica alguma! A quantidade de carbono (Q) contida no Bioma Amazônia é calculada pela fórmula Q = %CxAxD, onde %C é o percentual de carbono encontrado em uma árvore, e usualmente o valor médio de 45% é aceito; A é a área do bioma (550 milhões de ha); D é a densidade da biomassa, dada em toneladas de matéria seca por hectare (t/ha). Esta última variável é a grande incógnita, pois há áreas com distintas densidades de biomassa dentro do bioma. Uma consulta à literatura mostra valores que vão de 180 t/ha a 720 t/ha. Se se aceitar que o bioma Amazônia tenha uma densidade de biomassa média de 300 t/ha (valor considerado plausível empiricamente), empregando-se a fórmula acima, chega-se a um valor de cerca de 75 bilhões de toneladas de carbono (GtC) contidas na floresta. Pelos números recentes (2019) de emissões por regiões, Ásia, América do Norte e Europa emitem um total de 7,5 GtC/ano, donde se conclui que apenas essas três regiões emitem uma ‘floresta amazônica inteira’ para a atmosfera em cerca de 10 anos. Se o estoque de carbono da Amazônia fosse totalmente liberado para a atmosfera, poderia aumentar, teoricamente, a concentração do CO2 atmosférico em cerca de 35 ppmv, menos de 10% da concentração atual, que é 400 ppmv. Considerou-se que a emissão de 2,13 GtC acarreta um aumento de 1 ppmv na concentração atmosférica, de acordo com a literatura.

O Brasil detém cerca de 65% do bioma Amazônia dentro da Amazônia Legal. Nessa região, estabelecida para fins de incentivos fiscais, os 35% restantes são constituídos de biomas diversos, como cerrado, cerradão e campinarana, por exemplo. A área sob pressão antrópica não é o bioma Amazônia, e sim os 35% restantes, que possuem uma densidade de biomassa muito menor que a da floresta tropical chuvosa. Como dito acima, a taxa de desmatamento anual já esteve pior no passado. Utilizando-se uma taxa de desmatamento atual de 11 mil km2, ou 1,1 milhão de hectares, sendo essa área de desmatamento somente do bioma Amazônia, e não da Amazônia Legal, com a densidade de biomassa acima citada de 300 t/ha, e admitindo ainda que as queimadas teriam 100% de eficiência na emissão do carbono contido na floresta para a atmosfera (o que é fisicamente impossível num clima extremamente úmido), a emissão de carbono seria de 150 milhões de toneladas de carbono por ano (MtC/a), contra 1.100 MtC/a do Japão e 700 MtC/a da Alemanha, e muito menos que a dos EUA e China. Na melhor das hipóteses — queima de floresta tropical úmida com 100% de emissão de carbono — as emissões anuais desses dois países são sete e cinco vezes maiores que as queimadas na Amazônia, respectivamente.

Por outro lado, as medições feitas na Amazônia central, durante o Experimento ABLE-2B (Atmospheric Boundary Layer Experiment, NASA/INPE) em 1987, revelaram uma assimilação pela fotossíntese de 4,4 quilogramas de carbono por hectare por hora (kgC/ha/hora) durante o período diurno; e uma perda por respiração de 2,57 kgC/ha/hora durante o período noturno. Admitindo que esses números possam ser generalizados para os 550 milhões de hectares do bioma Amazônia, ter-se-iam 4,4 GtC/ano de sequestro de carbono, obviamente subtraída a taxa de respiração noturna. Considerando que as atividades humanas emitam cerca de 10 GtC/ano atualmente, tal sequestro corresponde a 44% das emissões de carbono antropogênicas. Se se admitir que o CO2 seja o grande controlador do clima global (a hipótese absurda defendida pelo IPCC), o desejável é que sua cobertura vegetal amazônica seja conservada. Na realidade, os impactos no clima global e na concentração global de CO2 não são argumentos fortes para se manter a floresta. Os principais argumentos são a conservação da biodiversidade e a proteção dos solos, evitando sua erosão, assoreamento dos leitos dos rios, mudança da qualidade de suas águas e de toda a vida que delas depende.

Porém, com o aumento da população global esperado para as duas próximas décadas (9 bilhões de habitantes), e considerando os cerca de 25 milhões de habitantes que vivem na região, a Amazônia não poderá permanecer intocada, à margem desse desenvolvimento social e econômico por vir. E todos concordam que a dificuldade é definir um conjunto de estratégias de desenvolvimento regional que seja distinto das tradicionais utilizadas até agora. Desenvolver a Amazônia para dar melhores condições de vida a seus habitantes é certamente uma necessidade, e sem dúvida um grande desafio!

As emissões anuais de carbono dos EUA e da China são sete e cinco vezes maiores que as queimadas na Amazônia, respectivamente. Na foto, poluição nas ruas de Pequim

Antes se falava em ‘aquecimento global’, e hoje são as chamadas ‘mudanças climáticas’. O que realmente vem acontecendo com a temperatura da Terra? Por exemplo, como pode ser explicado o derretimento das calotas polares?

Antes de tudo, o monitoramento por satélite mostra que na Antártica o gelo está aumentando. O derretimento do gelo flutuante no Ártico é um fenômeno recorrente. O primeiro registro científico publicado foi resultante de uma expedição norueguesa em agosto de 1922, chefiada pelo Dr. Adolf Hoel e enviada ao Ártico para saber por que o gelo tinha desaparecido. Seus integrantes fizeram medidas da temperatura da água até 3.100 metros de profundidade, perto do Polo Norte, e constataram que as águas estavam mais quentes que o normal. Em um iceberg, 90% da massa de gelo está submersa, apenas 10% é parte acima da água. A água mais aquecida derrete parcialmente o volume submerso, e sua diminuição desestabiliza o iceberg, que desmorona, colapsa. Foi constatado em 2006-2007, pelo sistema ARGO de boias à deriva, que a responsável pelo degelo no Ártico é a água quente 1,5°C acima do normal, transportada pelas correntes marinhas, e não o aquecimento global dito ‘antropogênico’. Observações mostram, ao contrário, que as temperaturas de inverno da Groenlândia e Islândia estão diminuindo desde o início do séc. XXI.

O clima da Terra varia por causas naturais ainda não bem conhecidas, passa por períodos de aquecimento e de resfriamento. Por exemplo, as temperaturas já estiveram cerca de 3°C a 4°C mais altas que as atuais, há sete/oito mil anos, de acordo com o artigo de Shaun Marcott e colaboradores em 2013, no período conhecido como ótimo climático do holoceno, o interglacial que estamos vivendo. O período quente medieval (800 a 1250 dC), em que os vikings praticaram agricultura na Groenlândia, foi seguido de um período frio, conhecido por pequena idade do gelo (PIG), que durou até o início do séc. XX, possivelmente até 1915. Entre 1916 e 1945 houve um aquecimento, bem documentado, em que a concentração e emissão de CO2 pelas atividades humanas e pelo desmatamento eram muito pequenas. Portanto, torna-se difícil atribuir esse aquecimento à concentração de carbono na atmosfera. Paradoxalmente, entre 1946 e 1975, quando as emissões de carbono antrópicas aumentaram significativamente devido ao grande desenvolvimento industrial pós-guerra, o clima se resfriou. O aquecimento desde 1976, e que possivelmente tenha terminado há 15-20 anos, está sendo atribuído às emissões de carbono pelas atividades humanas, incluído aí o desmatamento de florestas nativas. Porém, há grande probabilidade de esse aquecimento recente ter tido causas naturais, como os 5% de redução da cobertura global de nuvens, observada por satélites, que permitiu maior entrada de radiação solar no sistema climático; e a alta frequência de eventos El Niño, que reconhecidamente aquecem o clima.

Em síntese, não há evidências científicas de uma relação entre a concentração de carbono na atmosfera e a temperatura de superfície do Planeta. Em adição, fica muito claro que o clima do planeta é extremamente complexo, depende de fatores internos e externos, e que o CO2 não controla o clima global. Portanto, reduzir emissões de carbono, como quer o Acordo Climático de Paris 2015, é inútil no que se refere ao impacto no clima global. Lamentavelmente, a Encíclica Laudato Sì, em seus parágrafos 23 a 26, contribui de forma significativa e errônea para essa histeria do aquecimento global antropogênico e suas consequências.

Na contramão, existe maior probabilidade de que ocorra um resfriamento global nas próximas duas décadas. O Sol, nossa fonte de calor primária, está entrando num mínimo de atividade, mínimo esse que ocorre a cada 100 anos aproximadamente. O físico dinamarquês Henrik Svensmark afirma que a diminuição da atividade solar enfraquece o campo magnético solar e permite entrada em nossa atmosfera de um número maior de partículas de alta energia provenientes do espaço exterior, impropriamente denominadas raios cósmicos galácticos (RCG). Os RCG aumentam a cobertura de nuvens do Planeta Terra, que por sua vez reduz a entrada da radiação solar, da mesma forma como ocorre quando se fecham as cortinas de um recinto envidraçado. Consequentemente os oceanos se esfriam, e com eles o clima. Se a hipótese estiver correta, e o resfriamento ocorrer, será muito ruim para a humanidade. Invernos mais frios e mais longos causam maior mortalidade de seres humanos e animais, além de frustrações de safras agrícolas especialmente em países fora dos trópicos.