
Os espíritos mais atilados sempre olharam com desconfiança a perestroika,(**) receando que ela contivesse em seu bojo uma jogada soez do comunismo.
Hoje a opinião pública do Ocidente vai lentamente se precatando de que os verdadeiros fins da perestroika eram na realidade obscuros. Talvez não esteja longe o dia em que a autenticidade discutível da retração do comunismo revele que esta não foi senão uma metamorfose, e que da larva decomposta sai voando a “linda” borboleta da autogestão… Autogestão esta que todos os teóricos e líderes máximos do comunismo, desde Marx e Engels até Gorbachev, sempre apresentaram como a versão extrema e cabal do comunismo, a qui
ntessência dele. No preâmbulo da Constituição soviética, tal estava afirmado com todas as letras. O comunismo, aparentemente derrocado, se teria assim disseminado por todo o mundo.
Neste ponto, sim, se confirmariam as profecias de Fátima, que advertem: se os homens não se emendarem, a Rússia espalhará os seus erros pelo mundo!
Importa, pois, em alto grau, interpretar a Mensagem de Fátima de forma autêntica, para que os
espíritos se mantenham lúcidos, vigilantes e corajosos diante de acontecimentos extraordinários que possam advir, lançando a humanidade na perplexidade e na aflição.
Para os que têm fé, ressoarão sempre aos seus ouvidos as palavras de Nossa Senhora em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”.
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(*) Excertos de artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, publicado no “Diário Las Américas”, de Miami (EUA), em 14-5-1992.
(**) Perestroika (“abertura” ou “reestruturação”): política do ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, surgida em 1986, que consistia em apresentar um socialismo “renovado” com a finalidade de iludir o Ocidente sobre uma pretensa “morte” do comunismo e, assim, desmobilizar a reação anticomunista. De fato, tratava-se de uma “metamorfose” do comunismo.
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