Enquanto no Brasil batem-se em caçarolas e panelas para protestar contra os desmandos do governo, na Venezuela se pergunta se ainda haverá esses utensílios nas lojas e comida dentro deles. A ofensiva bolivariana visa as empresas privadas e cria sovietes “para ganhar a batalha econômica pelo povo”. O presidente Maduro mandou prender os diretores dos supermercados Día a Día e da rede Farmatodo. O indiciamento foi feito com base em slogans leninistas: os empresários “conspiravam contra o povo” e “criavam filas como tática guerrilheira”. A população está saturada de violência, inflação e ausência de produtos básicos. O detergente substitui o shampoo para o cabelo. No exterior, estudantes venezuelanos que foram obter o título de Master em grandes instituições, dormem atualmente em estações de metrô ou até se prostituem, sem abrigo, moradia ou alimentação, pois o governo lhes cortou as remessas de dinheiro. O terror expõe a verdadeira face do “socialismo do século XXI”, que se exibe sem máscara ante suas vítimas.
3 Responses to "Venezuela: da miséria ao expurgo anticapitalista"