Religião e ciência: quem tem razão?

Nelson Fragelli

Frankfurt – ma descoberta da vacina contra o Aids? Não há perspectiva nesse sentido; não se fala disso. A Décima Sétima Conferência Mundial de Combate ao Aids está marcada para o próximo mês de agosto, na Cidade do México. O desânimo dos participantes é imenso.

Quando no início dos anos 80 os primeiros casos de Aids apareceram, não faltaram cientistas proclamando ser questão de tempo a descoberta de uma vacina. A almejada fórmula era: desbragamento sexual, sem risco de infecção.

Qual nada! Um quarto de século mais tarde não há esperança de cura dessa terrível infecção. É o que pensam os mais famosos médicos, como David Baltimore, detentor de prêmio Nobel, hoje cansado de procurar a vacina. Ele não mais crê na sua obtenção, nem mesmo em futuro remoto.

Na Conferência de Toronto, há dois anos, alardeava-se as hipotéticas virtudes do “Microbiocid”, cuja pesquisa vinha sendo feita. Conjeturava-se sobre o “Carraguard”, que deveria livrar as mulheres de toda contaminação. Tanto um quanto outro projeto foi abandonado. Os patrocinadores se perguntam se vale a pena gastar milhões em empreendimentos que encalham.
E o mal continua fazendo devastações. Na Alemanha, entre 2001 e 2006 os casos diagnosticados aumentaram de 81%. Na Rússia o “câncer dos homossexuais” assola a juventude. No mundo, os aidéticos são hoje 1 milhão e 500 mil.

Abatidos, cientistas parecem criar juízo e hoje recomendam, como melhor meio de evitar o Aids, a fidelidade conjugal e a castidade. Recomendação que reafirma o perene ensinamento da Igreja sobre a Moral.

Para os que ainda alegam surrados argumentos de conflito entra Ciência e a Religião, já é tempo de admitir que, mais uma vez, a Religião está com a Razão.
(Baseado em artigo do Frankfurter Allgemeine Zeitung, 1.4.08)

Um comentário para "Religião e ciência: quem tem razão?"

  1. Elimaria   5 de junho de 2008 at 13:34

    A maioria das pessoas se acham modernos demais para seguir o que manda a Santa Igreja. Por isso estamos vivendo este caos,tanto na saúde física como psicológica. Como vai acabar isso? Só Deus prá dizer.