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A TRAGÉDIA DE PARIS

Plinio Corrêa de Oliveira

Paris

Embora o título acima nos remeta aos recentes e brutais ataques perpetrados pelo terrorismo islâmico em Paris, ele é de um artigo publicado por Plinio Corrêa de Oliveira em “O Legionário” de 16 de novembro de 1941, para se referir a outra tragédia em solo francês: o domínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Surgindo hoje um outro perigo de dominação — a ameaça maometana —, pareceu-nos oportuno transcrever trechos desse artigo.

“É certo que da França nos tem vindo muitas sementes de corrupção e de impiedade. […] Mas a França do século XIX, por exemplo, não produziu apenas um monstro como Gambetta, um ímpio como Renan, ou atrizes levianas como as que, nas boites de Montmartre, escandalizavam os viajantes do mundo inteiro. Produziu ela também um Luiz Veuillot, um Ozanam, um Montalembert, um Lacordaire, e uma rosa de pureza e de candura como Santa Teresinha do Menino Jesus. Se a humanidade inteira, em lugar de se abeberar nas fontes de talento e de santidade que nunca se estancaram em terras de França, se ia dessedentar nos antros da corrupção ou nas obras dos apóstatas, de quem a culpa? Só da França? […]

Tudo isto posto, é bem de se ver que Paris cometeu graves pecados e sofre imensos castigos. A capital da França, da Filha Primogênita da Igreja, foi durante muito tempo autora de escândalos sem fim. Ela se circundou de luzes, e foi chamada a Cidade-Luz. Ela se encheu de alegrias profanas, e foi chamada metrópole mundial da alegria. Em seus museus, em seus cenáculos intelectuais, em suas galerias artísticas, ela não cultuou somente a verdade, a beleza, e o bem, mas pôs seu talento ao serviço do erro, do mal e da ignomínia. Por isto mesmo, baixou sobre ela uma catástrofe apocalíptica. Apagaram-se as luzes da Cidade-Luz. Silenciaram os cânticos joviais de seu povo sempre alegre. […]

Tinha Paris uma missão histórica na Cristandade. E sua ruína deve por nós ser chorada como os profetas choravam a ruína de Jerusalém, deixando transparecer através do pranto as esperanças e o desejo de uma ressurreição. […]

ParisMas se Deus pune assim essa cidade, que punição há, com isto, para toda a Cristandade! A antiga capital dos Reis Cristianíssimos, hoje tomada pelas tropas do neo-paganismo! Do alto do Céu, que dirão São Luiz e Santa Joana d’Arc?

Nessa hora de desgraça, não amaldiçoemos Paris, não batamos palmas aos que a oprimem, não nos acumpliciemos com os que a desolam. Rezemos por Paris. Se das cinzas dessa terrível penitência renascer uma cidade convertida, que mais podemos desejar para a França, que é e será sempre a Primogênita da Igreja?”.

 

 

 

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Link para a íntegra do artigo: http://www.pliniocorreadeoliveira.info/LEG%20411116_ATRAG%C3%89DIADEPARIS.htm

 

 

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