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Por que é necessário martelar tanto contra o igualitarismo? — Necessidade ou mania?

Leo Daniele

jeansPergunta um leitor: “Por que martelar tanto contra o igualitarismo, comparando-o com a lama e a sujeira? Não haverá nisso um exagero? Afinal de contas, é a ideologia de alguns badalados filósofos atuais; da hoje segunda potência mundial, a Rússia; dos vermelhos e róseos em geral, e de até alguns padres ‘atualizados’! Não é preciso procurar um igualitário muito longe, pois eles são uma multidão e estão por aí.”

Em última análise, o leitor indaga por que comparar o igualitarismo com a figura horrível, que serve até de propaganda da Nordstrom, escolhida para ilustrar um artigo. [foto ao lado]

Convém recordar que recentemente apareceu na publicidade esse jeans rasgado e sujo, que está empolgando muitas pessoas na internet.

Mas vejamos rapidamente de que trata o igualitarismo, de cuja ideologia esse jeans é um símbolo.

jeans Comecemos pelo mais simples. Afirma Plinio Corrêa de Oliveira: “Tomemos a pedra e a água. A pedra tem uma porção de qualidades próprias. Ninguém nega que a água também tenha qualidades próprias. Porém, há uma impossibilidade radical de se fazer alguma coisa que seja, ao mesmo tempo, pedra e água. No nível da existência da pedra e da água, ou bem uma coisa é pedra, ou bem é água; mas ser pedra e água ao mesmo tempo é impossível”.

Do mesmo modo, lemos na Metapédia que o igualitarismo é uma doutrina que pretende considerar todas as pessoas como iguais, sem importar sua raça, religião, sexo, “orientação sexual” etc., e com os mesmos direitos políticos, econômicos, sociais e civis.

Encontramos a cada instante em nossa vida pessoas superiores ou inferiores a nós. É a lei da existência. Como proceder em relação a elas? Em primeiro lugar, sem inveja.

Há superiores e inferiores. Comecemos por estes últimos. É bom que haja desigualdade, para que haja alguém a quem se possa dar algo. O que faz desaparecer exatamente aquilo que é o nervo do problema: a ideia de que, como diz Dr. Plinio, o homem que precisa é um coitado e todo aquele que recebe um favor, um humilhado. Isto é falso. Está na economia da Providência que uns recebam de outros.

Isto quanto às coisas que estão abaixo de nós. Com relação àquelas que nos são superiores, cabe-nos a admiração, não a inveja. Etapa primeira da admiração é a capacidade de se maravilhar, de se encantar humilde e desinteressadamente: “A admiração que desce é simétrica à admiração que sobe”, ensina o mesmo Dr. Plinio. Ambas constituem uma necessidade, não uma mania.

É preciso reconhecer que estamos hoje em presença de “um fato dominante que engloba todos os outros fatos, que contém todos os outros fatos e dentro do qual todos os outros fatos se encaixam” (Dr. Plinio). E este fato é o igualitarismo.

O igualitarismo traz inveja e a mania de nivelar por baixo. Carrega consigo a inveja, a qual traz consigo a infelicidade. Portanto, martelar contra o igualitarismo é uma necessidade, e uma necessidade urgente.

jeansPara se aquilatar a extensão desse igualitarismo, vejamos ainda o que sobre ele diz Dr. Plinio: “O fato mais importante de nossos dias é uma imensa Revolução igualitária, que dirige em seu benefício o curso de todos os acontecimentos, visando à igualdade completa, por meios ora graduais e pacíficos, ora abertos e brutais”.

Podemos dizer que o contrário do igualitarismo é a admiração, virtude ‘cristianíssima’ da qual nos deu exemplo o próprio Verbo de Deus encarnado, que colocou pelo menos uma nota de admirável em tudo quanto fez, sem nenhuma exceção.

Mas se todas as coisas são iguais, como podem a sujeira e a falsidade — insinuadas na imagem que enfeia nossa página — não ser a mesma coisa? Lembremos que o igualitarismo rejeita tudo quanto é qualidade, tudo quanto é categoria, tudo quanto é classe. Ele tende a adotar o feio e o doloso como valores supremos. E lembremos também que sem desigualdade não pode haver admiração. Escolhamos!

 

1 comentário para Por que é necessário martelar tanto contra o igualitarismo? — Necessidade ou mania?

  1. NEREU AUGUSTO TADEU DE GANTER PEPLOW Responder

    2 de agosto de 2017 à 15:22

    Em uma notícia a respeito do espanto causado em turistas que visitam Curitiba , pelo assustador número de mendigos, pedintes e “moradores de rua” (eufemismo para vagabundos espalhados pelas caçadas, publiquei o seguinte comentário pessoa, claro: ” “desigualdade social”?? jeitinho simplista e pasteurizado de mascarar nosso grande problema moral, que aceita toda essa política social e econômica beirando a anarquia…. O mundo todo… a Humanidade toda… toda a História é composta de desigualdade, o tempo todo…. reis e nobres, clero e militares… o povo, a plebe, a burguesia, gordos, magros, altos e baixos, ricos e pobres, inteligentes e burros, professores e alunos, mestres a aprendizes, trabalhadores e vagabundos…. de que é feita a harmonia senão de desigualdade?? O que esse povo pensa?? que todo mundo deveria ser igualmente mendigo?? ou que todo mundo deveria ser igualmente rico? utopia socialista… igualitarismo insano…. vamos resolver nosso problema moral, primeiro, antes de jogar a culpa na “desigualdade”, que é muito mais cômodo, não é mesmo?…. porque igualdade social não existe… só em mentes com dois neurônios”….

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