A jornalista americana Pamela Druckerman [foto] observou que as crianças francesas, em todos os aspectos da educação, obtêm melhores resultados que às de outros países porque os pais sabem lhes impor limites desde a infância. O médico brasileiro Cláudio Domênico observou que “essa educação sem limites cria sociopatas e jovens com problemas de relacionamento social”. O psiquiatra Fábio Barbirato, chefe do serviço de Psiquiatria da Infância da Santa Casa do Rio, demonstrou que dizer “sim” o tempo todo pode transformar uma criança mimada em um adulto eternamente dependente dos pais. A educadora Tania Zagury, autora de livros sobre o tema, atribui a falta de limites a uma interpretação errada, de 40 anos atrás, quando se julgava que impor regras gerava problemas emocionais. Foi a época do “proibido proibir” da revolução da Sorbonne e do “hippie power” da Califórnia, que hoje demostraram ser frustrantes e contraproducentes. A educação bem-sucedida pede autoridade e disciplina no lar.
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