CATOLICISMO — 70 anos em prol da ortodoxia católica

Fonte: Revista Catolicismo, Nº 841, Janeiro/2021

Catolicismo atingiu na edição de janeiro 70 anos no bom combate pela causa católica, sob a constante proteção de Maria Santíssima. Ela nos deu ânimo durante essas sete décadas de luta; e ao mesmo tempo que agradecemos sua excelsa proteção, suplicamos que mantenha sempre as bênçãos de Deus para nossas futuras edições, como também proteja e ilumine todos os nossos leitores, doadores e colaboradores.

Alguns leitores, dentre os que pretendem identificar-se como ‘politicamente corretos’, certamente não compartilham nossas posições nem apreciam Catolicismo. Bem diversa desses opositores é a posição dos que têm a coragem de enfrentar ventos e marés, contra a avalanche de opiniões vulgarmente divulgadas pela maioria da mídia contemporânea. O que proclamamos em alto e bom som, para os nossos leitores, é um elevado ideal de fidelidade católica, que não se identifica nem se confunde com o da maioria dos meios de comunicação.

Somos conhecidos como sendo aqueles da ‘revista das verdades esquecidas’. De fato se aplica a nós a auréola de difusores das verdades esquecidas, como também das virtudes esquecidas: procuramos relembrar e realçar todos esses ‘esquecimentos’, que são indignos de autênticos católicos; procuramos difundir o acatamento à moral católica; procuramos dilatar o amor às verdades pregadas pelo Divino Salvador; procuramos arrancar com destemor a máscara do esquerdismo camuflado dentro da Igreja e nos meios católicos.

Tal programa não agrada aos ‘politicamente corretos’, ansiosos por encontrar apoio no que todo mundo fala, todo mundo aplaude. Não o encontram em nós, pois não somos nem pretendemos ser um eco repetidor de falsas ideologias, vulgaridades, contestações infundadas. Nossa defesa destemida se aplicou e se aplica sempre aos princípios católicos.

Catolicismo é um órgão de combate contra-revolucionário: sem relativismos entreguistas; inteiramente independente; sem vinculação com interesses escusos. Nosso único compromisso é com o Magistério tradicional da única Religião verdadeira — a Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Não é por outra razão que não fazemos publicidade comercial, contamos somente com o apoio financeiro de doadores e a generosidade dos nossos colaboradores e assinantes.

Exatamente há 70 anos, na primeira edição de Catolicismo (Janeiro/1951 – Vide: http://catolicismo.com.br/Acervo/Num/0001/P01.html), Plinio Corrêa de Oliveira (nosso inspirador e principal colaborador) definiu nosso objetivo, nosso ideal contra-revolucionário, em seu primeiro artigo para Catolicismo:

“É esta nossa finalidade, nosso grande ideal. Caminhamos para a civilização católica que poderá nascer dos escombros do mundo de hoje, como dos escombros do mundo romano nasceu a civilização medieval. Caminhamos para a conquista deste ideal, com a coragem, a perseverança, a resolução de enfrentar e vencer todos os obstáculos, com que os cruzados marcharam para Jerusalém. Porque, se nossos maiores souberam morrer para reconquistar o Sepulcro de Cristo, como não querermos nós, filhos da Igreja como eles, lutar e morrer para restaurar algo que vale infinitamente mais do que o preciosíssimo Sepulcro do Salvador, isto é, seu reinado sobre as almas e as sociedades, que Ele criou e salvou para O amarem eternamente?”.

Cinco anos depois desta definição, nosso inesquecível colaborador aprofundou em outro artigo o objetivo de Catolicismo, com sua linguagem sem relativismos, e sempre reafirmando o ‘princípio de contradição’ (pelo qual ‘o sim é sim e o não é não’), segundo o ensinamento do Evangelho: “Seja vossa linguagem sim, sim; não, não” (Mt 5, 37).

Como marco dos nossos 70 anos de existência, reproduzimos a seguir as partes mais significativas desse brilhante artigo, transcrito da edição de dezembro de 1955. Serve também esta publicação para relembrar e reassumir ante os nossos leitores o compromisso de meticulosa fidelidade à ortodoxia católica.

Da Redação de Catolicismo

Os Magos se apresentaram no presépio com seus tesouros – ouro,incenso e mirra – sem procurar ocultar sua grandeza, que no entanto destoava do ambiente supremamente humilde em que se encontrava o Divino Infante.
[Adoração dos Reis Magos – Mittelrheinischer Meister (1400). Coleção Particular].

A LINGUAGEM “SIM SIM, NÃO NÃO”

  • Plinio Corrêa de Oliveira

Nós, diretores, colaboradores e leitores de Catolicismo, nos preparamos para acercar-nos do santo presépio. Queremos meditar as lições que dele decorrem, robustecer nossas vontades nas graças que dele promanam, alentar nossos corações na alegria de que é ele fonte imperecível.

                   Quis a Providência que o Menino Jesus recebesse a visita de três sábios — que, segundo uma venerável tradição, eram também reis — e alguns pastores. Como se apresentaram eles? Bem caracteristicamente como eram. Os pastores lá foram levando seu gado, sem passar antes por Belém para uma toilette que disfarçasse sua condição humilde. Os Magos se apresentaram com seus tesouros –– ouro, incenso e mirra –– sem procurar ocultar sua grandeza, que no entanto destoava do ambiente supremamente humilde em que se encontrava o Divino Infante.

                   A piedade cristã, expressa numa iconografia abundantíssima, entendeu durante séculos, e ainda entende, que os Reis Magos se dirigiram para a gruta com todas as suas insígnias. Quer isto dizer que ao pé do presépio cada qual se deve apresentar tal qual é, sem disfarces nem atenuações. Pois há lugar para todos, grandes e pequenos, fortes e fracos, sábios e ignorantes. É questão apenas, para cada qual, de conhecer-se para saber onde se pôr junto de Jesus.

Que lugar ocupa a revista Catolicismo?

                   Ora, o que é Catolicismo? Qual seu lugar na Casa de Deus? Respondendo a esta pergunta, teremos encontrado nosso próprio lugar junto a Jesus.

                   Sabemos que os Anjos no Céu, distribuídos nos nove coros, contemplam diretamente a essência divina, em cuja riqueza infinita cada qual vê mais nitidamente certas perfeições. Na Igreja dá-se um fato análogo. As Ordens e Congregações Religiosas têm, em geral, seu espírito próprio, seu feitio, sua escola de santificação. E por isto cada qual contempla e imita mais especialmente certas perfeições do Divino Redentor.

                   Este fato tem sua repercussão na vida espiritual dos fiéis. Percorrido pelas mais variadas e fecundas correntes de espiritualidade, nascidas de Ordens Religiosas ou de santos dos mais variados estados, distribui-se o laicato em grandes famílias espirituais, de contornos mais precisos ou menos, cuja vitalidade se identifica com a própria vitalidade religiosa de um povo. Congregados Marianos, Filhas de Maria, Acistas, Terceiros Carmelitas, Franciscanos, Dominicanos, Norbertinos, Servitas, Oblatos Beneditinos, Cooperadores Salesianos e tantos outros representam apenas o ponto de cristalização mais visível dessas diversas correntes. De fato, o espírito de Santo Inácio, como o de São Domingos, São Bento, São Francisco, São João Bosco e demais santos, sopra ainda muito mais largamente em toda a Cristandade, dotando-a de uma diversidade maravilhosamente harmoniosa.

                   Os fatos espirituais, por sua vez, geram consequências no terreno do apostolado. E assim vemos na Igreja militante uma admirável variedade de obras apostólicas que agem cada qual com meios peculiares, falam aos homens uma linguagem própria e se articulam explícita ou tacitamente com as demais, para a realização do Reinado de Jesus Cristo sobre a Terra.

                   Era necessário que assim fosse. Pois os homens, Deus os cria muito diversos entre si, com necessidades, aspirações e vias muito pessoais. As verdades que mais tocam a uns não são sempre as que mais facilmente movem ou esclarecem a outros.

                   Poderíamos comparar o conjunto das obras católicas de um país a um imenso carrilhão, em que cada sino emite um som próprio, seja ele grave, solene, possante, seja cristalino, álacre, juvenil. Do fato de tocarem todos resulta a harmonia do conjunto. No imenso carrilhão das obras de apostolado no Brasil, qual o papel de Catolicismo?

O conjunto das obras católicas de um país se poderiam comparar a um imenso carrilhão, em que cada sino emite um som próprio, seja ele grave, solene, possante, seja cristalino, álacre, juvenil. Do fato de tocarem todos resulta a harmonia do conjunto.

O princípio de contradição representado pela mirra

                   Nesse gigantesco esforço de construção, qual a nossa parcela de colaboração? Ajoelhados aos pés do Menino Jesus, na visita de Natal, todos Lhe oferecem seus presentes: educadores, missionários, oradores, dirigentes de obras, terão frutos positivos a Lhe oferecer. Enquanto tantos se Lhe apresentarão com as mãos cheias de ouro e incenso, o que Lhe daremos nós? Uma coleção de publicações. Nessa coleção, o que há? Se cada palavra contendo boa doutrina, por mais modesta que seja, tem aos olhos da misericórdia divina o valor do ouro e Lhe é agradável como incenso, por certo há muitos grãos de incenso e ouro em nossas páginas. Mas também há muita mirra. Do que, aliás, sentimos alegria, já que o Evangelho conta que os Reis Magos levaram ao presépio não só ouro e incenso, mas também mirra.

                   Há verdades que aos homens impressionam como o ouro. Há outras que lhes são suaves e perfumadas como o incenso. Quanto à mirra, é mais modesta. A raiz etimológica dessa palavra se relaciona com o vocábulo ‘mur’, que em árabe quer dizer ‘amargo’. Os especialistas descrevem a mirra como uma resina gomosa, em forma de lágrima, dotada de gosto amargo, aromática, vermelha, semi-transparente, frágil e brilhante. Seu odor é agradável, mas um pouco penetrante. Como se vê, tem ela a beleza discreta, austera e forte do sangue. E seu perfume é o da disciplina e da sobriedade.

                   Diríamos que no campo ideológico a grande verdade representada pela mirra é o princípio de contradição, pelo qual o sim é sim e o não é não. Todas as outras são ouro e incenso, mas só valem se apreciadas num ambiente perfumado pela mirra. E é desta mirra que largamente – muito, muito largamente – necessita o Brasil.

                   Não se confunda o princípio de contradição, que é a quintessência da lógica, da coerência, da objetividade, com o espírito de contradição. Este é um vício que resulta do prazer jactancioso de contrariar o próximo: é volúvel, e faz do sim o não, e do não o sim, conforme convenha à posição arbitrariamente tomada de momento.

                   Somos um povo que tem o defeito de suas qualidades. Propensos habitualmente a tudo que é bom, infelizmente não somos ao mesmo tempo infensos a tudo quanto é mau. Em geral os outros povos, quando amam uma verdade, odeiam o erro que lhe é contrário. E reciprocamente, quando amam o erro detestam a verdade que a ele se contrapõe. Em última análise, é pelo jogo desse princípio que se explicam as grandes fidelidades, como as grandes apostasias. Na psicologia do brasileiro, o ódio explícito e declarado à verdade e ao bem é raro. Neste sentido somos um dos melhores povos da Terra. Mas quando se trata, para nós, de deduzir do amor à verdade e ao bem uma atitude militante contra o erro e o mal, o caso é outro. E no fundo isto se dá porque o princípio de contradição é antipático à pacatez brasileira. Uma expressão muito conhecida exprime em linguagem popular o princípio de contradição: ‘pão, pão; queijo, queijo’. Mas em inúmeros casos confundimos pão com queijo.

No campo ideológico a grande verdade representada pela mirra é o princípio de contradição, pelo qual o sim é sim e o não é não. Todas as outras são ouro e incenso, mas só valem se apreciadas num ambiente perfumado pela mirra. E é desta mirra que largamente – muito, muito largamente – necessita o Brasil.

Seja vossa linguagem sim, sim; não, não

                   Esta tendência de espírito se reflete em muitos aspectos da nossa mentalidade. O Brasil é uma República; entretanto, em nenhum lugar o monarca destronado e a monarquia deixaram mais saudades. Separamo-nos de Portugal numa atmosfera borrascosa; entretanto, no tratado em que a antiga Metrópole reconhecia nossa independência, asseguramos a D. João VI até o fim de seus dias o título de Imperador do Brasil. O quadro corrente do proclamador da República, Marechal Deodoro – e, por assim dizer, seu quadro oficial – apresenta-o com o peito constelado com as insígnias do Império que ele derrubou. Expulsamos em 1930 o Presidente Washington Luiz; entretanto, restaurado o regime constitucional, regressou ele ao Brasil num ambiente de respeito e de simpatia tão gerais que, com exceção de D. Pedro II, nenhum homem público reuniu em torno de si unanimidade maior. Por que então foi destituído? Dessas pitorescas contradições, poder-se-ia fazer uma longa lista.

                   Talvez, à vista destas reflexões, algum leitor sorria, como quem está em presença de um amável defeito; pois não deixa de ter algo de simpático e tranquilizador um tal cúmulo de bonomia.

                   Mas estudemos este assunto no terreno da moral. Trata-se de analisar esta tendência psicológica, para ver se é conforme à Lei de Deus. E não é com meros sorrisos, mas com muita seriedade, que se resolvem os problemas morais.

                   Aquele que veio ao mundo para pregar as Bem-aventuranças nos deixou por preceito que fôssemos fiéis ao princípio de contradição: “Seja vossa linguagem sim, sim; não, não” (Mt 5, 37). E se tal deve ser nossa linguagem, tal deve ser nosso pensamento. Em matéria de moral, mais do que em qualquer outra, todo excesso é um mal, ainda que seja de qualidades tão simpáticas quanto a bonomia e a suavidade de trato. Trata-se de um mal que, conforme o caso, pode tornar-se muito grave.

                   Exemplifiquemos. No terreno religioso, é bem verdade que o amortecimento do princípio de contradição nos conduz com muita frequência a atitudes lamentáveis. Quantos são os católicos que se julgam no direito de discordar da Igreja em algum ou em muitos pontos? Com isto, embora se ufanem de católicos, pecam contra a fé. Por quê? Simplesmente porque imaginam possível um tertium genus entre ser católico e não o ser. O mesmo se diga da naturalidade com que se admite entre nós uma categoria de católicos ‘não praticantes’! Claro que os há no mundo inteiro, mas parece-nos que em nenhum país eles têm tão pouca consciência de quanto seu estado apresenta de cacofônico, antitético – em uma palavra, de contraditório.

                   Por fim, mais um exemplo. Temos entre nós muitas famílias modelarmente constituídas; mas por que progridem as modas imorais? Pelo fato de nessas famílias, embora prezem tanto a virtude, ser por vezes pouco enérgico o combate ao vício. Em todos estes casos, o que nos falta? Vivacidade no princípio de contradição, lapidarmente definido por Nosso Senhor quando mostrou a incompatibilidade entre o ‘sim’ e o ‘não’.

Nada mais perigoso do que amortecer o princípio de contradição

                   O amortecimento do princípio de contradição gera o gosto, a mania das soluções intermediárias, eu quase diria a servidão às soluções intermediárias. Dados dois caminhos, escolher sempre o do meio, o que não é carne nem peixe: é no que se cifra para muita gente toda a sabedoria. Ora, se é um erro rejeitar por princípio as soluções intermediárias, erro também é adotá-las por princípio. Pois há casos em que a sabedoria as condena formalmente: “Oxalá fosses frio ou quente; mas, como és morno, começarei a vomitar-te de minha boca” (Apoc. 3, 15).

                   A pessoa viciada em soluções intermediárias é a vítima ideal de todos os velhacos. Pois a habilidade do velhaco consiste precisamente em fazer com que o ingênuo aceite, com algum disfarce, aquilo que ele repudiaria se estivesse claro e sem maquilagem. Os hereges são useiros e vezeiros em velhacarias desta natureza.

                   Que essa tática é particularmente desenvolvida em nosso tempo, nada mais notório. Estamos no século da quinta coluna; e uma das formas mais hábeis de solapar os meios católicos é esta, conforme já o disseram as mais altas autoridades eclesiásticas de nossos dias. Disse-o Sua Santidade o Papa Pio XII quando, na Encíclica Mystici Corporis Christi, se referiu aos erros que ‘serpeiam’ entre os fiéis. Disse-o Sua Eminência o Cardeal Saliège, arcebispo de Toulouse, quando afirmou em declaração mundialmente famosa que tudo se passa como se houvesse uma ação articulada para “preparar no seio do Catolicismo um movimento de acolhida ao comunismo” (cfr. Catolicismo, nº 37, janeiro de 1954, p. 8).

                   Assim sendo, nada mais perigoso para o Brasil, nesta hora, do que o amortecimento do princípio de contradição. E nada mais necessário do que trabalhar para, em nosso País, este princípio adquirir mais força, mais cor, mais eficiência em toda a vida mental.

Catolicismo – periódico para católicos militantes e praticantes

                   Duvido bastante que um leitor não brasileiro compreenda bem toda esta problemática; mas para um brasileiro isto é bem mais inteligível. É inteligível sobretudo para Vós, Senhor Jesus deitado num berço rústico, pois sondais até o fundo as almas e os corações. Para Vós que, sendo a Sabedoria incriada e tendo nascido d’Aquela que é a Sede da Sabedoria, conheceis totalmente a índole de cada povo, a todos amais, a todos quereis santificar. Para Vós, que desde toda a eternidade tão particularmente amastes o povo brasileiro e o predestinastes a uma grandeza que encherá a história de amanhã.

                   Nossa obra é principalmente de mirra. Publicação feita para católicos militantes e praticantes, queremos que estes Vos amem sem mescla de qualquer outro amor; que só sirvam a um Senhor; que sejam cada qual em seu coração uma cidade sem divisão, contra a qual nada pode o inimigo; que não olhem para trás, ao empunhar o arado; e que, no afã de semear, não se esqueçam de arrancar a erva daninha.

                   De certo modo os católicos militantes e praticantes são, também eles, sal da terra e luz do mundo. Em parte depende da cooperação deles que o mundo não se corrompa nem caia nas trevas. Queremos que eles sejam um sal muito e muito salgado, uma luz posta no mais alto da montanha, e muito brilhante. Neste sentido, Senhor, é nossa cooperação. Eis o presente de Natal que acumulamos durante o ano inteiro, para Vos oferecer. Outros Vos darão o incenso de suas inúmeras obras, capazes de um bem inapreciável. Nós nos inserimos nessa grande obra queimando em abundância, no solo bem-amado do Brasil, a mirra austera mas odorífera do ‘sim, sim; não, não’.

                   Que Maria Santíssima aceite essa mirra em suas mãos indizivelmente santas, e Vo-las ofereça. Ela passará a ter para Vós, então, o encanto do ouro e do incenso com alguma coisa a mais; a qual lhe virá do suor, do sangue de alma e das lágrimas de um apostolado que tem suas horas muito amargas… Mas na Cruz está a luz. E neste amargor reside o melhor da alegria e beleza de nosso apostolado.

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Também neste mês, celebramos os 60 anos do I Congresso Latino-Americano de Catolicismo. Realizado em Serra Negra (SP), no Hotel Pavani, contou com a presença de 350 participantes brasileiros e 20 representantes de outros países.

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