Minorias cheias de fé, abnegação e coragem

Repressores sem entranhas, o presidente russo Vladimir Putin e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, cozinham panquecas cobertas com caviar vermelho e preto, na ilha Russky, no Mar do Japão
  • Plinio Corrêa de Oliveira

A China vai lentamente começando a intimidar e a imobilizar os poltrões do Ocidente. A Rússia, cada vez mais, agrada, ilude e atrai os tolos. Uns e outros, poltrões e tolos, tendem a recuar, transigir, conciliar a todo custo. E, francamente, quando alguém tem de seu lado todos os tolos e todos os poltrões, pode jactar-se de dispor de uma esplêndida maioria…

Estamos perdidos? Não, porque as vitórias de Deus nunca foram ganhas pelas incontáveis maiorias de tolos e poltrões, mas pelas minorias cheias de fé, de abnegação e de coragem.

Mais do que nunca, torna-se patente a importância dessas minorias para abater o monstro de duas cabeças que se levanta no horizonte. Sem elas, nada se pode fazer de útil em prol das multidões desnorteadas, anestesiadas, apavoradas. Nada se pode fazer pela massa, senão com fermento ativo e pujante.

Há 20 séculos o disse Nosso Senhor: “O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, e que faz fermentar toda a massa” (Mt 13, 33), mas os homens tendem sempre a esquecê-lo. Entretanto, como é fácil compreender a lição do Mestre Divino!

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(Excertos do artigo de Plinio Corrêa de Oliveira em Catolicismo – edição de janeiro/1960).