“O Brasil perdeu o mundial por causa de seus jogadores evangélicos? Os peritos questionam essa teoria”.

Esse é o título que o site católico ACI Prensa, de Madrid, traz interessante em recente postagem.

Realmente, ACI diz que “Segundo pesquisa realizada pela coluna GENTE, da revista Veja, pelo menos 20 dos 26 jogadores convocados por Carlo Ancelotti se identificam como cristãos evangélicos”.

                O Censo Demográfico de 2022 revela que a proporção de católicos no país desceu para 65,1%, enquanto os evangélicos cresceram para 26,9%

                A teoria enunciada no título acima, segundo ACI “tem sido lançada com força nas redes sociais, meios de comunicação e em blogs católicos conservadores, principalmente da Europa e dos Estados Unidos”. Ela afirma que, desde a eliminação do Brasil no Mundial: “a equipe perdeu porque a maioria de seus jogadores se identificam como evangélicos, diferentemente das equipes que ganharam a Copa do Mundo cinco vezes”.

                Para os defensores dessa teoria, “a hipótese se baseia em uma espécie de geopolítica religiosa do futebol: dos títulos da Copa do Mundo disputados até agora, só quatro da Alemanha e a única da Inglaterra foram ganhas por países protestantes”. E esclarece ACI que “as demais foram 5 para o Brasil, 4 para a Itália, 3 para a Argentina, 2 para o Uruguay, 2 para a França e 1 para a Espanha, países que alguma vez tiveram maioria católica”.

                Afirma ACIque, ademais “as seleções brasileiras ganhadoras [compostas na maioria de católicos] eram taticamente disciplinadas e seus jogadores recebiam excelente formação desde as categorias inferiores”.

                Pelo contrário, segundo os editores do “The Times”, na seleção atual, “os jogadores brasileiros [protestantes] deixaram de ser rebeldes, reacionários ao treino, mulherengos e bebedores empedernidos, como supostamente seriam as estrelas do passado”.

Conclui: “Supostamente a seleção nacional estava [em 2026] dominada por uma ‘ética de trabalho protestante’ que privava o futebol brasileiro de sua espontaneidade e ‘alegria’”.