Nicarágua enfrenta o coronavírus sob o terror

O ditador comunista Ortega e sua esposa, no cartaz de uma rua em Nicarágua, parecem aplaudir a dupla tragédia da nação: o coronavírus e a tenebrosa ditadura.

Na Nicarágua, o pessoal médico enfrenta a pandemia num sistema de saúde pública destruído pelo sandinismo, cuja revolução foi celebrada com euforia, em 1980, na PUC de São Paulo — ocasião em que Dom Pedro Casaldáliga (recentemente falecido) vestiu o uniforme de guerrilheiro sandinista.

Os corredores dos hospitais nicaraguenses estão forrados de propaganda política esquerdista, e à noite a polícia faz “enterros expressos” em cemitérios vigiados. O governo registra os óbitos com causas diversas, não publica relatórios nem recebe a imprensa.

Mais de 600 médicos foram expulsos, por terem assinado uma carta aberta pedindo equipamentos de proteção. No hospital Bertha Calderón, 250 dos 800 funcionários com sintomas de coronavírus foram enviados às suas casas “em repouso”.

O Dr. Adán Alonso atendia em seu domicílio os pacientes recusados pelos hospitais, mas acabou morrendo depois de contrair o vírus. A polícia bloqueou seus funerais, perseguiu os carros do cortejo fúnebre e confiscou as bandeiras nacionais que suas filhas levavam em sinal de protesto.