Santa Bernadette Soubirous

Neste dia 16 de abril celebramos a festa litúrgica de Santa Bernadette, a vidente de Lourdes, falecida em 16 de abril de 1879 na enfermaria chamada de Santa Cruz do Convento Saint Gildard (França), onde professara como religiosa.

Muitos se converteram só de vê-la fazer o Sinal da Cruz, que aprendeu a fazer diretamente com Nossa Senhora

A vida de qualquer santo é uma maravilha única e sempre surpreendente, desde que a vida do santo seja bem escrita. Assim a vida de Santa Bernadette Soubirous.

Ela era do interior, de uma cidade pequena, e não se incomodava com a opinião do mundo. Gostou? Gostou. Não gostou? Gostasse! Como que dizendo: “Eu sou assim e faço assim porque cumpro meu dever, porque a Santa Igreja Católica manda. Você achou feio? Fique achando, porque a coisa é exatamente assim”.

Mas sua atitude era diferente quando se tratava das autoridades legítimas. Nesses casos, ela manifestava o sumo de obediência e respeito. Porque nisso ela percebia que há um princípio sobrenatural, e não um fator meramente humano. Para esses fatores humanos ela não se incomodava, mas para as coisas com raiz religiosa, que veem de Deus, ela manifestava todo o respeito devido.

A vida de Santa Bernadette teve vários traços importantes, um dos quais era o olhar dela e sua atitude durante as visões da Imaculada Conceição, o que converteu inúmeras pessoas. Muitos se converteram só de vê-la fazer o Sinal da Cruz, que aprendeu a fazer diretamente com Nossa Senhora — modelo supremo de amiga e adoradora da Cruz de Jesus Cristo. Santa Bernadette adquiriu um amor ao sofrimento e à cruz de Cristo, de onde algo da unção de Nossa Senhora passava pela santa quando fazia o Sinal da Cruz. Com esse sinal — que tantas vezes se faz de um modo banal, sem se dar a devida importância — ela, durante toda sua vida, edificava aqueles que a viam persignando-se.

Nesse episódio podemos ver a grandeza do gesto, e como as virtudes de Nossa Senhora se comunicam a seus devotos. Os devotos inalam aquilo que está n’Ela, pois há uma comunicação verdadeiramente admirável d’Ela com seus devotos.

Peçamos a Santa Bernadette que nos obtenha uma grande devoção a Nossa Senhora, fazendo com que cada vez mais nos dê essa comunicação das virtudes d’Ela.

(Excertos da conferência de Plinio Corrêa de Oliveira em 15-2-1966).