DRAGONAS NOS UNIFORMES MILITARES

Sua razão de ser, seu valor simbólico e seu ocaso

  • Plinio Corrêa de Oliveira

Poder-se-ia escrever um livrinho sobre a razão de ser das dragonas, seu valor simbólico, bem como seu ocaso.

A dragona foi uma das boas invenções do espírito humano em matéria de indumentária. Ela realmente incrementa algo ao físico que possa aparentar não ser muito caracteristicamente militar. Ademais, remete para simbolismos gloriosos, realça a hierarquia e a glória militar no que elas têm de áureo, de nobre e de varonil.

Em nossa época de decadência, não seria forçoso que a dragona fosse substituída por aquela simples chapinha que atualmente se utiliza em alguns uniformes militares? Não seria necessário que essa chapinha fosse ficando cada vez mais ordinária até chegar o momento em que ela viesse a ser substituída por algo de matéria plástica ou de pano? As coisas de matéria plástica tendem a dominar.

Com o passar dos anos, temos assistido à decadência, à simplificação, ao tombo: das dragonas de metal com franjas de seda ou ouro passou-se àquelas de pano; para se chegar à matéria plástica não tarda. Depois inventam uma matéria plástica incombustível, até serem as dragonas substituídas por um pontinho marcado no uniforme militar.

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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 17 de agosto de 1962. Esta transcrição não passou pela revisão do autor. Fonte: Revista Catolicismo, Nº 853, Janeiro/2022.